por Inês Santinhos Gonçalves
Luís Franco-Bastos pode não ser um nome familiar para o público em geral, mas se falarmos de um rapaz que faz imitações de Cristiano Ronaldo e Alberto João Jardim, com certeza que muitos se lembrarão quem é. E se a isso acrescentarmos que participou nos Contemporâneos, imitando todos os membros do elenco, um a um, é possível que já não tenha dúvidas de quem se trata.
Com apenas 20 anos, Luís Franco-Bastos teve direito ao seu espectáculo de stand-up a solo no teatro São Luiz, em Lisboa. A sala escolhida para Papel Químico foi o Jardim de Inverno, onde o público se senta em mesas, tal qual num café, diminuindo a distância com o artista. Esta disposição da sala terá dado o seu contributo para o eco de gargalhadas compulsivas que se ouviram durante todo o espectáculo. Mas o mérito pertence, sem dúvida, ao estudante de comunicação que em pequeno imitava os desenhos animados e hoje integra a famosa empresa de guionismo Produções Fictícias.
Além dos ‘clássicos’ de Franco-Bastos – Joe Berardo, Alberto João Jardim e Cristiano Ronaldo – o público foi surpreendido por impecáveis imitações a Marcelo Rebelo de Sousa, José Sócrates, Bruno Nogueira e Cavaco Silva – este último tão semelhante que se alguém na audiência fechasse os olhos juraria estar a ouvir o Presidente. No campo internacional não escaparam o casal Simpson e até Barack Obama.
O espectáculo desenvolve-se de forma ascendente: se no início Franco-Bastos tem as rédeas na mão e fala calmamente com o público, no final as várias personagens que encarna tomam conta do palco, sobrepõem-se e atropelam-se, acabando por expulsar o jovem ‘imitador’ da sala.
Mais do que um espectáculo de imitações, Papel Químico prima pela inteligência dos textos, que traçam uma divertida e justa crónica de costumes da sociedade portuguesa.
domingo, 31 de maio de 2009
Portugal a Papel Químico
A nossa caríssima i. estreia-se no 24Hz com uma crónica que se espera seja a primeira de várias colaborações. Nesta peça, escrita para o jornal para o qual trabalha, a i. fala-nos do espectáculo ao vivo de um miúdo daqueles cujo talento podia ter ficado perfeitamente reservado ao seu círculo de amigos, mas em quem alguém reparou e deu uma oportunidade.
Black Bombaim @ Évora, Sociedade Harmonia Eborense

Eu já tinha ouvido falar bem, eu já tinha ouvido qualquer coisa online e eu sabia mais ou menos ao que ia. Sabia também que em fim de semana de queima não ia encontrar grande público na Sociedade Harmonia Eborense (S.H.E.), mas sabia que fosse como fosse, era rock 'n roll. Não sabia é que estes três miúdos eram capazes de vir de Barcelos até ao Alentejo dar uma pastilha sonora impressionante a quem teve a sorte de os ver ontem ao vivo num edíficio com 160 anos de história.
Infelizmente não apanhei o concerto dos Glockenwise e já cheguei com o set dos Black Bombaim recém-começado. A primeira impressão era que estavam a fazer uma barulheira do caraças, e estavam, pois a sala da S.H.E. não é propriamente a mais benevolente em termos acústicos, pelo que para que os instrumentos se ouçam perante uma bateria bem barulhenta, é preciso que esteja tudo muito alto. Foi no entanto uma questão dos ouvidos se habituarem à tareia para que percebesse que ali há muito Kyuss, muito Karma to Burn, muito Blue Cheer, enfim, muito desert, stoner e psych, tudo misturado em doses inteligentes e debitadas com muito coração por estes miúdos. Só foi pena que realmente o set não tenha sido um pouquinho mais longo, porque a trip estava mesmo interessante.
A rever... e quem sabe não os teremos novamente cá por baixo em breve, num cartaz apelativo? Stay tuned for more happy days... ;)
Katatonia: Album #8

"We’ve been very busy lately writing and completing the material for our 8th studio album and we’re proud to announce that Katatonia will enter the studio this summer, starting in a studio in the south of Sweden with drums courtesy of Daniel on June the 10th. We’ll then continue on the remainder of the sessions in a studio here in Stockholm further through July and wrap it up in August."
Assim já estou mais descansado... notícia completa no site oficial da banda.
Assim já estou mais descansado... notícia completa no site oficial da banda.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Blast from the past: 1998
Em 1998 eu jogava Playstation e via MTV. Hoje a Playstation vai na terceira versão, o Gran Turismo tornou-se complicado demais, até para o Pedro Lamy, o FIFA foi substituído pelo PES e eu nunca me habituei às teclas e jogabilidade; e a MTV passou a ser eMpTy V, como cantava o poeta.
No entanto há coisas de 1998 que me foram acompanhando nos últimos 11 anos. Destaco aqui os álbuns desse ano que ainda duram.
Americana (The Offspring)
Americana marcou o ponto de viragem em que todos os álbuns de Offspring passaram a ser remakes e reprises do Americana. Sinal de que era bom. Punk Rock para as massas que eu ouvi até gastar o CD.
Devil without a cause (Kid Rock)
Um album genial. Especialmente "Cowboy" e "Only God knows why", que conta com uma utilização criativa do AutoTune (afinador de voz). Kid Rock com toda a atitude que faz dele Kid Rock. Considerado o 68º melhor album de sempre pelo Rock and Roll Hall of Fame.
Follow the leader (Korn)
Nu metal para revisitar de vez em quando. "Freak on a leash" e "Got the life" eram especialmente interessantes. Os Korn ainda haviam de fazer mais música interessante antes de se deixarem desvanecer no nevoeiro do tempo.
Garage, Inc (Metallica)
Uma colecção de covers gravada por uma banda de encher estádios. Depois de uma tour infinita de suporte aos duplo-album-que-nunca-chegou-a-ser Load e ReLoad a "maior banda de garagem do mundo", escrevia uma revista da altura, lança um albúm de covers (continuando em digressão) e faz acompanhar o novo CD de mais um disco com dois EPs há muito desaparecidos de circulação.
Inquisition Symphony (Apocalyptica)
Afinal era mais do que quatro maluquinhos a tocar Metallica com violoncelos do século XIX! O começo do corte do cordão umbilical: o quarteto de cordas foi-nos dando cada vez menos Metallica, ganhando personalidade e perdendo o impacto inicial.
Liquid Tension Experiment (LTE)
Um festival de música instrumental de qualidade inatingível. Para encantar os leigos e desanimar os músicos... De qualquer forma um excelente álbum. Receita: ouvir com o segundo album de LTE logo de seguida.
Mechanical Animals (Marylin Manson)
Era um gajo estranho com música estranha e estava no apogeu da sua carreira. Contavam-se todo o tipo de mitos e lendas sobre ele. A tour de suporte a este álbum veio a dar num "live" que é talvez a melhor publicação de MM.
Once in a LIVEtime (Dream Theater)
O primeiro "live" de DT com duração de concerto. Nem faltavam os solos de guitarra, teclas e bateria... Tem erros, tem um som razoável mas acima de tudo sem autenticidade. No vídeo vê-se um palco com luzes que parecem tiradas de um concerto de Emanuel de 1998. Isto era tudo antes dos DT lançarem um álbum por ano e para cada álbum um outro "live".
Ray of Light (Madonna)
Madonna num campo novo. Menos dança, menos disco, e muito ambiente, som espacial, etéreo. Uma produção impecável e uma experiência arriscada para uma marca que vendia tão bem.
No entanto há coisas de 1998 que me foram acompanhando nos últimos 11 anos. Destaco aqui os álbuns desse ano que ainda duram.
Americana (The Offspring)Americana marcou o ponto de viragem em que todos os álbuns de Offspring passaram a ser remakes e reprises do Americana. Sinal de que era bom. Punk Rock para as massas que eu ouvi até gastar o CD.
Devil without a cause (Kid Rock)Um album genial. Especialmente "Cowboy" e "Only God knows why", que conta com uma utilização criativa do AutoTune (afinador de voz). Kid Rock com toda a atitude que faz dele Kid Rock. Considerado o 68º melhor album de sempre pelo Rock and Roll Hall of Fame.
Follow the leader (Korn)Nu metal para revisitar de vez em quando. "Freak on a leash" e "Got the life" eram especialmente interessantes. Os Korn ainda haviam de fazer mais música interessante antes de se deixarem desvanecer no nevoeiro do tempo.
Garage, Inc (Metallica)Uma colecção de covers gravada por uma banda de encher estádios. Depois de uma tour infinita de suporte aos duplo-album-que-nunca-chegou-a-ser Load e ReLoad a "maior banda de garagem do mundo", escrevia uma revista da altura, lança um albúm de covers (continuando em digressão) e faz acompanhar o novo CD de mais um disco com dois EPs há muito desaparecidos de circulação.
Inquisition Symphony (Apocalyptica)Afinal era mais do que quatro maluquinhos a tocar Metallica com violoncelos do século XIX! O começo do corte do cordão umbilical: o quarteto de cordas foi-nos dando cada vez menos Metallica, ganhando personalidade e perdendo o impacto inicial.
Liquid Tension Experiment (LTE)Um festival de música instrumental de qualidade inatingível. Para encantar os leigos e desanimar os músicos... De qualquer forma um excelente álbum. Receita: ouvir com o segundo album de LTE logo de seguida.
Mechanical Animals (Marylin Manson)Era um gajo estranho com música estranha e estava no apogeu da sua carreira. Contavam-se todo o tipo de mitos e lendas sobre ele. A tour de suporte a este álbum veio a dar num "live" que é talvez a melhor publicação de MM.
Once in a LIVEtime (Dream Theater)O primeiro "live" de DT com duração de concerto. Nem faltavam os solos de guitarra, teclas e bateria... Tem erros, tem um som razoável mas acima de tudo sem autenticidade. No vídeo vê-se um palco com luzes que parecem tiradas de um concerto de Emanuel de 1998. Isto era tudo antes dos DT lançarem um álbum por ano e para cada álbum um outro "live".
Ray of Light (Madonna)Madonna num campo novo. Menos dança, menos disco, e muito ambiente, som espacial, etéreo. Uma produção impecável e uma experiência arriscada para uma marca que vendia tão bem.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
13 Anos sem Santeria...
Bradley Nowell (22 Fevereiro 1968 - 25 Maio 1996) foi o vocalista da banda californiana Sublime.Revolucionaram a música através do seu descuido quanto a géneros, estereótipos e rótulos. Tocavam o que queriam, quando queriam, como queriam.
O que era extraordinário em Bradley era a capacidade de tocar as suas músicas sob influência de qualquer psicotrópico. Ébrio para além do limite humano, distribuía escalas de blues aceleradas sobre o ritmo ska enquanto ladrava para um microfone quando já nem conseguia falar direito.
Isto não é dizer bem da sua resistência física mas sim dos seu riffs absurdamente intuitivos e naturais. Por momentos, parece que Bradley tocava de ouvido e não de técnica. Podia estar a entrar em coma alcoólico mas mesmo assim entregava fenómenos.
Tinha um cão. Lou Dog é o nome pelo qual milhares de fãs conhecem e reconhecem o dálmata que encorpou a mascote da banda. Em '94 Lou Dog fugiu de casa e Bradley foi-se abaixo. No dia seguinte, centenas de fãs sublimes vasculhavam Long Beach, a sua terra natal, à procura do dito canídeo. Encontraram-no e reuniram-no com o dono que se apressou a escrever a música "Lou Dog Went to the Moon". Eram uma dupla estranha: "Livin' with Lou Dog is the only way to stay sane!"
O grande problema da vida deste grande poeta das causas perdidas era a droga. Bradley tinha um filho, Jakob. Nem isso o salvou. O problema, como disse a sua mulher Troy Dendekker, era que Brad era muito mais feliz pedrado do que sóbrio.
Com o seu 3º álbum, os Sublime atingiram o sucesso comercial, vendendo 17 milhões de cópias mundialmente. Bradley morreu de overdose a 25 de Maio de 1996 antes do dito álbum ser lançado.
Escreveu uma música onde antevia o seu fatídico desfecho:
"Lyin' in my plastic bed
thinkin' how things weren't so cool to me
my baby likes to shoot pool
I like lyin' naked in my bedroom
tying off that dinousaur tonight it used to be so cool to...
But now i've got the needle and i can shake
but i can't breathe i take it away but i want more, and more
one day i'm gonna lose the war"
thinkin' how things weren't so cool to me
my baby likes to shoot pool
I like lyin' naked in my bedroom
tying off that dinousaur tonight it used to be so cool to...
But now i've got the needle and i can shake
but i can't breathe i take it away but i want more, and more
one day i'm gonna lose the war"
Poolshark - Sublime
sábado, 23 de maio de 2009
In Loco: Matt Elliott em Coimbra, Salão Brasil
Foram 200 kms para lá, 200 para cá.Eu e o Vasco fizémo-nos à estrada e cheagamos a Coimbra às onze da noite.
Quando chegámos lá, e encontrámos o magnífico Salão Brasil, Restaurante Extraordinaire, sentámo-nos a uma mesa com cervejas na mão. A taberna tinha um ar entre o agradável e o desagradável. Boa comida, bom ambiente, janelas gigantes sem cortinas a substituir as paredes.
Palco montado, espera acabada. Matt Elliott, que até então tinha estado a jantar ao nosso lado, levanta-se até aos dois metros de altura e caminha para o palco. Senta-se na sua cadeirinha abandonada e inicia a solitária tarefa de entreter muito Coimbrão e dois Lisboetas.
Apagaram todas as luzes e deixaram as velas. Iluminacão propriamente dita, só a dos candeeiros de rua que ao atravessar as janelas gigantes destacava uma silhueta negra em palco, aumentando o misticismo a um nível literário.
Do folk acústico, intimista e pessoal, ao noise-pop, técnico e muito barulhento mas não sem uma dose de catarse, (e tudo na mesma música de 16 minutos) foi um saltinho por entre camadas muito bem elaboradas de repetições do que houvera sido tocado. Explico.
Como Matt é só um, enquanto toca 2 minutos de guitarra e voz, grava-os. Depois põe "play" e toca outra coisa por cima, enquanto grava outra vez. Depois "play" outra vez e assim em diante até ser indistiguivel quanto Matts e quantas guitarras fazem parte desta banda de um homem.
"Detesto encores" - diz ele - "porque já toquei tudo o que sabia tocar". Acreditem que demorou muito e muitas palmas da mão ficaram encardidas até o porem no palco. Então prometeu-nos esmerar-se numa música que já não tocava há muito.
"This is what I hate about encores" justifica enquanto se prepara para recomeçar a segunda. "I just remembered another one I'd like to play for you". Assim o faz.
"Final one. I promise." E à terceira foi de vez com uma ovação em pé. Bem a mereceu.
Já no foyer, Vasco e eu metemos conversa, compramos o CD, pedimos autógrafo e confirmamos a natureza humilde deste rapaz que não parou de agradecer termos vindo ao concerto dele. Principalmente depois do meu comparsa ter especificado que viemos desde Lisboa.
Foi uma noite que valeu a pena.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
RIP: João Bénard da Costa
Morreu hoje um dos homens que mais fez pelo Cinema em Portugal. O 24Hz presta-lhe a devida homenagem e roga que apareçam mais destes, que bem falta fazem.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Discão!
Um grande bem-haja ao Sobral da Universal Tongue por fazer apostas como estas. Há uns tempos que um disco não batia assim à primeira, para mais com um som meio estranho como o do Caïna. E ainda estou para arranjar o split em 10" com os Process of Guilt.
Review mais detalhada um destes dias...
Dragonball: Evolution
Realizado por: James WongCom: Chow-Yun Fat; Justin Chatwin
imdb
Este filme é pior do que eu antecipava.
Já muito se dizia sobre o facto de não ter nada a ver com a série animada de Akira Toriyama mas a verdade é que não vou entrar por aí. Não vale a pena.
Vou antes explicar que o filme é tão mau que eu pensei ter visto uma versão inacabada do mesmo. Maus actores, maus diálogos, a história não faz sentido e está mal contada, lógica como espaço e tempo parecem não obedecer às regras. Os personagens amam-se todos muito, muito, muito quando só se conhecem há 30 minutos e depois odeiam-se e morrem e vivem outra vez tipo telenovela mexicana.
Desilude, confunde e trai o espectador com cenas de humor imbecil e cenas de acção juvenil. Este é o típico filme que um fanático qualquer de Dragonball que não sabe nada de cinema tentou fazer, não percebendo que o que funciona num desenho animado, não quer dizer que funcione num filme.
A fotografia está mal. O guião está mal. O som está mal. A realização está mal. Os actores estão mal. O CGI está mal. A produção está mal.
A menina que faz de Kika é muito gira. Foi a única coisa positiva.
Tenho a certeza que vai entrar no IMDB como um dos, se não "o" pior filme da década, já que já arrecada uma nota geral de 3.2 em 10...(para terem uma noção, o filme considerado como "o pior filme alguma vez feito" - Plan 9 From Outer Space do infâme Ed Wood, teve 3.6)
Nunca na minha existência quis tanto uma hora e vinte da minha vida de volta.
Que filme deprimente.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Kongh @ Fábrica de Som, Porto
[ Fotos: Jorge Silva, Amplificasom ]
Custou, mas foi. Estreei-me finalmente numa noite Amplificasom, estreia essa que se deu com o concerto dos suecos Kongh na Invicta. Sendo visto como um concerto "low-cost" pela própria organização, diria que o "low" apenas se refere mesmo ao "cost" e talvez à relativamente fraca afluência de público na Fábrica de Som nesta noite de Sábado. De resto não houve nada de "low" nem no concerto dos Kongh, nem no bom ambiente que se viveu.

O sludge destes suecos resultou particularmente bem ao vivo, tanto na familiaridade com as canções de Counting The Heartbeats como sobretudo com a pujança inacreditável das novas malhas de Shadows of the Shapeless, que aliás já se encontrava à venda na mini banca de merch em virtude de ter sido lançado oficialmente na véspera do concerto.
E em relação a esse novo registo, diria que pelo que se viu ao vivo e pelo que já tive oportunidade de ouvir em disco entretanto, os Kongh denotam uma marcada evolução. Não que o álbum anterior sofresse de qualquer problema grave - antes pelo contrário - mas Shadows of the Shapeless leva a banda para outro nível, com maior liberdade de expressão, um som mais refinado e sobretudo um melhor controlo da dinâmica alto/baixo, ruidoso/calmo que tanto caracteriza o som deles. Dentro do género, não terei grandes dúvidas que este novo álbum coloca os Kongh num lugar de destaque.

E como estes concertos costumam proporcionar uma proximidade com as bandas que não é comum noutras andanças, há que referir a simpatia da banda que demonstrou, à semelhança de tantas outras que vou referindo neste blog, uma grande humildade e um grande gosto pelo que fazem. Dizem-me que são capazes de regressar ao nosso país daqui a não muito tempo e quem não os viu, faça favor de não os perder da próxima vez. É que da Suécia só vem coisa boa.
Um muito OBRIGADO ao André e ao Jorge da Amplificasom, bem como ao Pedro da Ritual Som e ao Filipe da enoughrecords, pela simpatia com que me receberam lá em cima! Keep on rocking, you guys! Pode ser que tenha sido o dia zero de mais coisas fixes a acontecer. ;)
Custou, mas foi. Estreei-me finalmente numa noite Amplificasom, estreia essa que se deu com o concerto dos suecos Kongh na Invicta. Sendo visto como um concerto "low-cost" pela própria organização, diria que o "low" apenas se refere mesmo ao "cost" e talvez à relativamente fraca afluência de público na Fábrica de Som nesta noite de Sábado. De resto não houve nada de "low" nem no concerto dos Kongh, nem no bom ambiente que se viveu.

O sludge destes suecos resultou particularmente bem ao vivo, tanto na familiaridade com as canções de Counting The Heartbeats como sobretudo com a pujança inacreditável das novas malhas de Shadows of the Shapeless, que aliás já se encontrava à venda na mini banca de merch em virtude de ter sido lançado oficialmente na véspera do concerto.
E em relação a esse novo registo, diria que pelo que se viu ao vivo e pelo que já tive oportunidade de ouvir em disco entretanto, os Kongh denotam uma marcada evolução. Não que o álbum anterior sofresse de qualquer problema grave - antes pelo contrário - mas Shadows of the Shapeless leva a banda para outro nível, com maior liberdade de expressão, um som mais refinado e sobretudo um melhor controlo da dinâmica alto/baixo, ruidoso/calmo que tanto caracteriza o som deles. Dentro do género, não terei grandes dúvidas que este novo álbum coloca os Kongh num lugar de destaque.

E como estes concertos costumam proporcionar uma proximidade com as bandas que não é comum noutras andanças, há que referir a simpatia da banda que demonstrou, à semelhança de tantas outras que vou referindo neste blog, uma grande humildade e um grande gosto pelo que fazem. Dizem-me que são capazes de regressar ao nosso país daqui a não muito tempo e quem não os viu, faça favor de não os perder da próxima vez. É que da Suécia só vem coisa boa.
Um muito OBRIGADO ao André e ao Jorge da Amplificasom, bem como ao Pedro da Ritual Som e ao Filipe da enoughrecords, pela simpatia com que me receberam lá em cima! Keep on rocking, you guys! Pode ser que tenha sido o dia zero de mais coisas fixes a acontecer. ;)
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Encontros no fim do mundo (ou "Indie Lisboa III")
Podíamos pensar que escrever sobre o festival de cinema independente de Lisboa (Indie Lisboa) umas semanas depois do festival acabado é uma estranha opção mas achei que era preciso reflectir um pouco sobre "Encounters at the end of the world". Além disto o Indie não acaba exactamente na data de encerramento porque há extensões, salas que exibem os filmes premiados. Outros filmes estão agora no circuito comercial, como A Zona ou Tyson. Quanto ao filme de Werner Herzog de que vos vim falar hoje, não está a ser exibido, que eu saiba, mas será editado em DVD ainda este ano.
Herzog era um dos dois "heróis independentes" homenageados este ano pela organização do festival. O filme que escolhi ver é o mais recente trabalho do realizador alemão. E antes que saia o próximo, com Nicholas Cage no papel principal, deixando-nos a questionar se Star Wars também foi produção independente... ...falemos da Antártida.
Herzog leva-nos na primeira pessoa até ao Sul mais a Sul do planeta com um toque de humor explora o que os documentários da National Geographic e Discovery não mostram: os habitantes humanos da Antártida. Cientistas que estudam as origens da vida, geólogos que se aventuram num vulcão de magma exposto, mas também aventureiras que viajaram por África em camiões de lixo ou filósofos que migraram para a Antártida para conduzir maquinaria pesada.
McMurdo é apresentada como uma vila com todas as suas funcionalidades, incluindo ginásio e máquina de gelados; cada trabalhador, desde o geólogo ao carpinteiro, tem uma história (como o operário descendente de um imperador da américa pré-colombiana).
Sem me alongar com detalhes deixo a recomendação para que vejam este outro lado da Antártida, especialmente se gostam de documentários "vida selvagem". Porque às vezes os cientistas e seus ajudantes podem ser tão ou mais interessantes que os pinguins.
Classificação: 9/10
Herzog era um dos dois "heróis independentes" homenageados este ano pela organização do festival. O filme que escolhi ver é o mais recente trabalho do realizador alemão. E antes que saia o próximo, com Nicholas Cage no papel principal, deixando-nos a questionar se Star Wars também foi produção independente... ...falemos da Antártida.
Herzog leva-nos na primeira pessoa até ao Sul mais a Sul do planeta com um toque de humor explora o que os documentários da National Geographic e Discovery não mostram: os habitantes humanos da Antártida. Cientistas que estudam as origens da vida, geólogos que se aventuram num vulcão de magma exposto, mas também aventureiras que viajaram por África em camiões de lixo ou filósofos que migraram para a Antártida para conduzir maquinaria pesada.
McMurdo é apresentada como uma vila com todas as suas funcionalidades, incluindo ginásio e máquina de gelados; cada trabalhador, desde o geólogo ao carpinteiro, tem uma história (como o operário descendente de um imperador da américa pré-colombiana).
Sem me alongar com detalhes deixo a recomendação para que vejam este outro lado da Antártida, especialmente se gostam de documentários "vida selvagem". Porque às vezes os cientistas e seus ajudantes podem ser tão ou mais interessantes que os pinguins.
Classificação: 9/10
Easy Like Sunday Morning

Não é numa manhã de Domingo mas sim numa noite de Sábado, 8 de Agosto, que os ditos cujos voltam a Portugal para actuar no Sudoeste. As lamentações pelo regresso se dar num festival seguem dentro de momentos.
domingo, 17 de maio de 2009
O Porco Espinho Regressa
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Happy Birthday Mr. White
Já sei que já passou da meia noite e espero que me perdoes pelo atraso, Harvey, mas parabéns!O senhor Harvey Keitel nasceu a 13 de Maio de 1939, não na Cova da Iria, mas sim em Brooklyn, NY. Teve uma vida agitada antes de ser actor: foi Fuzileiro, foi vendedor numa Sapataria de Mulheres e foi estenógrafo para um tribunal de Nova Iorque.
Começou a carreira de uma bela maneira: trabalhando com Martin Scorcese em I Call First, mais tarde Mean Streets e ainda o famoso Taxi Driver.
Depois de uma curtíssima década de um virtual anonimato, re-emergiu como o auto-consagrador Mr. White em Reservoir Dogs de Tarantino e mais tarde em Pulp Fiction como o ainda mais profissional e distinto cavalheiro resolvedor de problemas, Mr. Wolf.
Foi considerado pela Empire como o 95º Homem Mais Sexy da História do Cinema e 37º na lista de Melhores Estrelas de Cinema de Todos os Tempos, da mesma revista.
Hoje é para mim um dos badasses da velha guarda, juntamente com Madsen, Penn, Rourke, Russel, Pacino e DeNiro.
Seja como for, um admirável parabéns para si e os seus camuflados 70 anos.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
Inglourious Pousters

Já aqui tivemos oportunidade de mostrar um po(u)ster ou outro à medida que foram saíndo. Agora, com a estreia de Cannes mesmo à porta (é já amanhã), aqui fica o link para todos eles.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
Star Trek
Realizado por: J.J. AbramsCom: Chris Pine, Zachary Quinto, Eric Bana
imdb
Já há muito tempo que esperava por este filme. Para deixar clara a credibilidade da minha crítica e quem a deve aceitar ou não, identifico-me: não sou Trekkie, sou fã moderado de Ficção Científica, sou um gigante fã de toda a obra de J.J. Abrams quer como produtor, quer como realizador, e por muito que eu ache que isso não é para aqui chamado, não sou fã de Heroes, antes pelo contrário.
Uma coisa admito: Quando quiserem um filme de Nerds, peçam a um Nerd para o fazer.
Star Trek, brilhantemente intítulado apenas Star Trek, mostra-nos o ínicio do que será um dia a tripulação da S.S. Enterprise.
23 anos antes dos eventos do filme. Investigando uma tempestade eléctrica, A U.S.S. Kelvin é defrontada com a Narada, uma nave mineira Romulan, que a ataca. Quando o Capitão Richard Tobau é capturado e morto pelo Romulan Nero, George Samuel toma o controlo como novo Capitão da nave membro da Starfleet. Em 18 minutos, George toma a decisão de chocar a Kelvin contra a Narada, enquanto ele próprio está a bordo, para dar tempo à sua tripulação de escapar ilesa. Entretanto, contacta a Terra para comunicar com a sua mulher que está a dar à luz nesse momento. Enquanto se aproxima da sua morte iminente, o seu filho nasce. O seu nome, James Tiberius Kirk.
Agora belicoso e rebelde cadete James T. Kirk alista-se na Starfleet para seguir as pegadas do pai, Capitão da U.S.S. Kelvin, iniciando contacto com o que será a primeira fornada de tripulantes da U.S.S. Enterprise: os futuros doutor Leonard "Bones" McCoy, Tenente de Xenolinguística Uhura, Pavel Andreievich Chekov e Hikaru Sulu.
Mas o momento realmente emocionante é quando Kirk se torna o primeiro aluno da Academia a superar o exame Kobayashi Maru, conotado pela sua impossibilidade prática, desenhado por outro membro da Starfleet, o primeiro imediato da Enterprise: Spock.
O resto é história. E que grande história. Tem uma narrativa simples e directa, mesmo envolvendo a complexidade do tema do filme, viagens no tempo.
O que temos de perceber ao entrar no filme é que não é um clássico imediato nem um filme de culto. é um blockbuster de verão, com tudo o que de bom e de mau isso acarreta. Está extraordinariamente bem conseguido, os actores desempenharam magnificamente os seus papéis, especialmente Eric Bana como Nero, sem tentarem melhorar nem imitar os seu precessores. Karl Urban, Zachary Quinto, Simon Pegg, John Cho, pode dizer-se que qualquer um deles emulou, sem imitar, os actores originais. Com a excepção de Chris Pine no papel de Kirk.
Chris pensou, com razão, que toda a gente iria esperar uma imitação da cadência na sintaxe do Capitão Kirk, tão preconizada por Shatner. Enganaram-se. Pike decidiu retratar Kirk nos tons de outro rebelde espacial: Han Solo.
E as comparações com Star Wars não ficam por aí. Desde a estruturação dramática à linearidade da montagem, pode dizer-se que est é o filme que une as duas facções Sci-Fi. Para os leigos, não falta nada. Para os Trekkies, está lá tudo.
Todas, repito: todas, as frases costumárias da série são ditas no filme. "Live long and prosper" sendo obviamente a primeira, até à minha favorita, "I'm giving it all she's got, Captain!".
Dou-lhe nota máxima. Entendam daí o que quiserem.
Já agora, um pormenor entre os milhares que achei fenomenais: todos os episódios começavam com uma frase lida por Spock, que todos os fãs recitam simultâneamente no tempo certo. Essa frase não esteve presente nos créditos do filme. Zachary Quinto nunca a disse. Leonard Nimoy também não... Quando já me preparava para desistir de esperar por ela, eis que o filme acaba e ouve-se uma voz soturna, firme e austera:
- "Space: the final frontier. These are the continuing voyages of the starship Enterprise. Her ongoing mission: to explore strange new worlds, to seek out new life-forms and new civilizations, to boldly go where no one has gone before."
PS: faltou dizer aos meus camaradas leigos que a Treknobabble, ou seja, a gíria, regras e linguagem pseudo-científica que rodeia a série, foi brutalmente amenizada, pelo que podem contar com uma percepção límpida dos diálogos/planos dos intervenientes. Muito obrigado Damon.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Kongh no Porto: Falta Uma Semana
Os suecos Kongh são a típica banda que ninguém conhece... excepto aqueles que adoram. Pela mão da Amplificasom, eles vêm ao Porto numa de partir tudo e incidentalmente apresentar o novo trabalho Shadows of the Shapeless, com data de lançamento marcada para a véspera deste concerto (banda de abertura ainda por saber):

Definir o som de Kongh é tarefa complicada pelo que o melhor, se a curiosidade assim incentivar, é uma visitinha ao MySpace destes camaradas. Se Shadows of the Shapeless acabar por se revelar ainda melhor que o anterior registo, Counting The Heartbeats, então temos mesmo banda. Bah, fuck it, já temos, alguém tem dúvidas? O 24Hz vai estar lá para contar como foi.

Definir o som de Kongh é tarefa complicada pelo que o melhor, se a curiosidade assim incentivar, é uma visitinha ao MySpace destes camaradas. Se Shadows of the Shapeless acabar por se revelar ainda melhor que o anterior registo, Counting The Heartbeats, então temos mesmo banda. Bah, fuck it, já temos, alguém tem dúvidas? O 24Hz vai estar lá para contar como foi.
Kongh @ Fábrica de Som, Porto
Brought to you by Amplificasom
EUR 6,00
Reservas: amplificasom (at) gmail.com

Brought to you by Amplificasom
EUR 6,00
Reservas: amplificasom (at) gmail.com

O Álbum de Família do Padrinho
The Godfather Family Album é o título de um livro diria eu tão rico quanto caro. Publicado pela maravilhosa Taschen, consiste numa faustosa edição de dimensão gigante com 456 páginas repletas de fotografias e memorabilia da produção da trilogia "The Godfather", pela mão do fotógrafo convidado Steve Schapiro. É certo que o DVD/BluRay bónus da trilogia contém já imensos extras, mas isto é outrao loiça. O problema é custar... cerca de 600 euros. Pode ser que a Taschen se lembre de fazer uma edição mais em conta, um dia destes...
Até lá, uma ínfima amostra...



Mais umas quantas fotos, aqui.
Até lá, uma ínfima amostra...



Mais umas quantas fotos, aqui.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Minsk + Process of Guilt @ Transmission, Lisboa
[ OK, mais vale tarde que nunca... ]
Dois é bom, três é demais. Não sei se o adágio faria sentido nesta noite mas a verdade é que os polacos Ketha não apareceram e ninguém lhes sentiu a falta. Problemas técnicos deixaram-nos a meio caminho entre Madrid e Lisboa e se por um lado nunca saberemos se teriam trazido valor acrescentado a esta noite, a verdade é que também o espectáculo não sofreu por causa disso.
Ou melhor, não sofreu muito, já que os Minsk acabaram por se atrasar por motivos relacionados, ao que consta, pelo que o soundcheck começou bem tarde e o concerto acabou por ter início já perto das 23:00, com os Process of Guilt a ter o incómodo de ter fazer o seu som já com o público dentro do bar.
Mas de que interessa isso tudo, quando as bandas que vão realmente tocar não o sabem fazer mal? Foi o caso da noite de segunda-feira no Transmission - um bar pequeníssimo, com condições bastante sofríveis para concertos. No entanto, se por um lado assim é de facto, por outro acho que os presentes poderão dizer que assistiram a um concerto histórico: duvido que se volte a ver Minsk por cá num sítio assim, com este tipo de intimidade. Mas já lá vamos a esses malucos norte-americanos.
Os Process of Guilt, banda de Évora que eu sobejamente elogio neste blog, demostraram o rigor, humildade e empenho do costume. Desta vez, ao contrário do concerto do mês passado em Oeiras não houve "Becoming Light" para ninguém, mas para compensar o concerto começou com a "Motionless", primeiro tema do álbum Renounce. Escusado será dizer que foi um início devastador e mais assim foi quando a partir daí a banda lançou-se em quatro (?) novos temas, que farão parte do próximo registo Erosion, que se espera veja a luz do dia ainda durante este mês de Maio. A ideia que ficou do concerto no Teatro Independente de Oeiras foi que os Process of Guilt eclipsaram de alguma forma os A Storm of Light. Desta vez, apesar da actuação da banda eborense não ter ficado certamente a dever nada a esse concerto - as músicas novas são absolutamente avassaladoras ao vivo - seria bastante difícil fazer sombra a estes Minsk.
E porquê? Bom, simplesmente porque os Minsk deram um concerto a todos os títulos notável. Começaram logo bem com um quarto de horazinho de improviso desse grande maluco que é Bruce Lamont, introdução essa que fluiu com a maior naturalidade para a actuação dos Minsk, sem interrupções, e logo para o portento que é a "Ceremony Ek Stasis", última faixa do The Ritual Fires of Abandonment. Os Minsk, que também têm álbum novo na calha para este mês (dia 26 de Maio para ser mais preciso), tocaram igualmente música nova, tão boa ou melhor que tudo o que já havia para trás.
Da minha parte, que sou bastante pacífico e por vezes sobre-analítico a ver concertos, o melhor elogio que posso fazer aos Minsk é que ali a meio do set deles fechei os olhos e deixei-me levar num transe magnífico, apenas entrecortado por momentos de obrigatório (e violento) headbanging. De recordação ficam uma belas dores de pescoço e um final de concerto alongado com os músicos a abandonarem progressivamente o palco, um após o outro, com especialmente incidência para o magnífico trabalho (durante todo o concerto, diga-se em boa verdade) do baterista Anthony Couri. Que animal a tocar e muita da magia de Minsk se deve certamente aos ritmos tribais poderosíssimos que ele toca o tempo todo.
Embora todos os músicos tenham estado a grande nível - Process of Guilt incluídos - uma nota de saliência para Bruce Lamont que tanto a solo, como ao lado dos Minsk, demonstrou uma classe e um carisma só ao nível de alguns. E até fora do palco demostrou as qualidades dos melhores, com uma grande humildade e boa disposição, ele que estava a cargo da banca de merch dos Minsk e a quem devo ter vindo para casa com uma cópia raríssima do primeiro disco dos Yakuza.
Aliás, e para terminar que isto já vai longo, é refrescante assistir a concertos em que toda a gente está ali pelo amor à música e pelo gozo que derivam de estar em tour e apresentar o seu trabalho, sem subterfúgios de qualquer espécie. Deixei o convívio deles por volta das 4 da manhã mas consta que às 5 ainda queriam ir para a praia (!), segundo o promotor deste concerto que os acompanhou, o Pedro da RitualSom (kudos to you, man! Great job.) Acho que ficam com uma ideia...
Noite de verão magnífica no Transmission daquelas que certamente ficam por muitos e bons anos na memória de quem lá esteve. Souvenirs (cortesia de oaktree555):
Dois é bom, três é demais. Não sei se o adágio faria sentido nesta noite mas a verdade é que os polacos Ketha não apareceram e ninguém lhes sentiu a falta. Problemas técnicos deixaram-nos a meio caminho entre Madrid e Lisboa e se por um lado nunca saberemos se teriam trazido valor acrescentado a esta noite, a verdade é que também o espectáculo não sofreu por causa disso.
Ou melhor, não sofreu muito, já que os Minsk acabaram por se atrasar por motivos relacionados, ao que consta, pelo que o soundcheck começou bem tarde e o concerto acabou por ter início já perto das 23:00, com os Process of Guilt a ter o incómodo de ter fazer o seu som já com o público dentro do bar.
Mas de que interessa isso tudo, quando as bandas que vão realmente tocar não o sabem fazer mal? Foi o caso da noite de segunda-feira no Transmission - um bar pequeníssimo, com condições bastante sofríveis para concertos. No entanto, se por um lado assim é de facto, por outro acho que os presentes poderão dizer que assistiram a um concerto histórico: duvido que se volte a ver Minsk por cá num sítio assim, com este tipo de intimidade. Mas já lá vamos a esses malucos norte-americanos.
Os Process of Guilt, banda de Évora que eu sobejamente elogio neste blog, demostraram o rigor, humildade e empenho do costume. Desta vez, ao contrário do concerto do mês passado em Oeiras não houve "Becoming Light" para ninguém, mas para compensar o concerto começou com a "Motionless", primeiro tema do álbum Renounce. Escusado será dizer que foi um início devastador e mais assim foi quando a partir daí a banda lançou-se em quatro (?) novos temas, que farão parte do próximo registo Erosion, que se espera veja a luz do dia ainda durante este mês de Maio. A ideia que ficou do concerto no Teatro Independente de Oeiras foi que os Process of Guilt eclipsaram de alguma forma os A Storm of Light. Desta vez, apesar da actuação da banda eborense não ter ficado certamente a dever nada a esse concerto - as músicas novas são absolutamente avassaladoras ao vivo - seria bastante difícil fazer sombra a estes Minsk.
E porquê? Bom, simplesmente porque os Minsk deram um concerto a todos os títulos notável. Começaram logo bem com um quarto de horazinho de improviso desse grande maluco que é Bruce Lamont, introdução essa que fluiu com a maior naturalidade para a actuação dos Minsk, sem interrupções, e logo para o portento que é a "Ceremony Ek Stasis", última faixa do The Ritual Fires of Abandonment. Os Minsk, que também têm álbum novo na calha para este mês (dia 26 de Maio para ser mais preciso), tocaram igualmente música nova, tão boa ou melhor que tudo o que já havia para trás.
Da minha parte, que sou bastante pacífico e por vezes sobre-analítico a ver concertos, o melhor elogio que posso fazer aos Minsk é que ali a meio do set deles fechei os olhos e deixei-me levar num transe magnífico, apenas entrecortado por momentos de obrigatório (e violento) headbanging. De recordação ficam uma belas dores de pescoço e um final de concerto alongado com os músicos a abandonarem progressivamente o palco, um após o outro, com especialmente incidência para o magnífico trabalho (durante todo o concerto, diga-se em boa verdade) do baterista Anthony Couri. Que animal a tocar e muita da magia de Minsk se deve certamente aos ritmos tribais poderosíssimos que ele toca o tempo todo.
Por mero acaso, levei uma t-shirt de Tool vestida e o Anthony Couri já cá fora apontou para ela e disse-me que o Danny Carey (baterista dos Tool) é o baterista preferido dele e uma grande influência. Makes sense.
Embora todos os músicos tenham estado a grande nível - Process of Guilt incluídos - uma nota de saliência para Bruce Lamont que tanto a solo, como ao lado dos Minsk, demonstrou uma classe e um carisma só ao nível de alguns. E até fora do palco demostrou as qualidades dos melhores, com uma grande humildade e boa disposição, ele que estava a cargo da banca de merch dos Minsk e a quem devo ter vindo para casa com uma cópia raríssima do primeiro disco dos Yakuza.
Aliás, e para terminar que isto já vai longo, é refrescante assistir a concertos em que toda a gente está ali pelo amor à música e pelo gozo que derivam de estar em tour e apresentar o seu trabalho, sem subterfúgios de qualquer espécie. Deixei o convívio deles por volta das 4 da manhã mas consta que às 5 ainda queriam ir para a praia (!), segundo o promotor deste concerto que os acompanhou, o Pedro da RitualSom (kudos to you, man! Great job.) Acho que ficam com uma ideia...
Noite de verão magnífica no Transmission daquelas que certamente ficam por muitos e bons anos na memória de quem lá esteve. Souvenirs (cortesia de oaktree555):
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Tarantino x 2
E porque o Tarantino é um autêntico basterd que tem meio mundo a dizer bem dele e meio mundo a insultá-lo agora que o novo filme se aproxima da estreia, ficam dois pedacinhos de magia Tarantinesca para ajudar à espera...
Primeiro, QT dá-se particularmente bem com Diane Kruger - também ela no elenco de Inglourious Basterds - durante um casting. Temos aqui a nova Uma?
Palavras para quê? Grande trabalho de edição...
Primeiro, QT dá-se particularmente bem com Diane Kruger - também ela no elenco de Inglourious Basterds - durante um casting. Temos aqui a nova Uma?
Palavras para quê? Grande trabalho de edição...
Indie Lisboa 2009 - II
Falemos do filme vencedor: Ballast, de Lance Hammer.Não tendo visto mais nenhum filme da competição de longas metragens não posso afirmar se o prémio foi bem entregue ou não mas posso assegurar o estimado leitor de que é maravilhoso ver um filme americano independente receber um prémio em terras em que se venera tudo o que é francês e se desconfia de tudo o que é 24hz americano.
Ballast é a prova de que há mais cinema nos states para além do óscar, da sala da Lusomundo, etc. Um filme calmo apenas na montagem e planos longos, rápido na evolução das personagens, na mudança de estados de espírito, nas voltas que a vida dá. No fundo trata-se de uma maquete da vida: passa lentamente cada situação individual e ocorrem verdadeiras revoluções em menos de um instante. As súbitas mudanças de humor (do filme, não dos personagens) e as quebras súbitas de ritmo de montagem, de ritmo de representação, os cortes abruptos de som, a ausência de música... há neste filme vários aspectos que o tornam singular e interessante ao mesmo tempo que o tornam difícil de digerir.
Foi-me apresentado como sendo uma espiral de sofrimento e dor que apresenta sempre uma saída e uma luz ao fundo do túnel. E assim é: o final ambíguo deixa a sensação de que falta qualquer coisa mas mostra também que contar uma história com alguma verosimilhança implica fazer um corte, uma selecção de História para fazer uma história.
As balas deixadas na água são aparente sinal de redenção mas podem ser vistas como via de salvação tanto do rapaz como do tio. Quem não viu o filme estará a esta hora a ler este post como quem lê o relatório de contas de uma empresa exportadora de casca de amendoim queimado mas é melhor que assim seja porque não quero arriscar estragar a experiência do primeiro visionamento ao estimado leitor.
Veredicto: 9/10
[destaque para a representação monocórdica e passiva de Micheal J. Smith Sr. - às vezes menos é mais, outras vezes nada é tudo - tal como a pausa também faz música, a quietude e silêncio também fazem representação]
PS - Post #100!!!
terça-feira, 5 de maio de 2009
Vasco Granja (1925-2009)
Morreu ontem um dos verdadeiros ícones da nossa cultura nacional: Vasco Granja.O Homem Que Sabia Demasiado presta-lhe a devida homenagem que não pode nem deve passar em claro.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Indie Lisboa 2009 - I
Da preenchida semana de exibições do Indie Lisboa 2009 havia que fazer escolhas. Escolhi ver uma sessão de curtas, a cerimónia de encerramento e o "Encounters at the end of the world", de Werner Herzog.
Da lista de curtas metragens a concurso três me chamaram a atenção: Rabbit Punch, Cosmic Station e Lögner. Da primeira podemos dizer que é uma animação com desenho interessante, lembrando esboços rápidos, e não me ocorre mais nada. Era mau, confuso e desiludiu bastante.
Cosmic Station mostrou o que eu esperava que fosse: um retrato da vida numa estação de investigação de raios cósmicos... claro que o filme é parado e nada acontece, mas é assim a vida na estação arménia que se dedica a captar e analisar essas minúsculas partículas e radiações invisíveis. E era ver os grandes cientistas a beber copos de vodka para esquecer a melancolia ou a falar da sua tarefa como se fosse a coisa mais importante que a Humanidade inteira alguma vez tentou fazer.
Os cientistas mostram-se carregados de espírito soviético ainda que a URSS tenha caído deixando a ferrugem apoderar-se da estação de raios cósmicos. E parecem esperar soluções para as grandes questões do cosmos como aqueles personagens que esperavam Godot. Amanhã continuaram a esperar, e o assistente continuará a estender cabos como fez ao longo da deliciosa meia hora de filme.
Quanto a Lögner ( = mentiras) foi simplesmente sublime. Não era uma mas sim três curtas animações unidas sobre um tema comum. Cada uma das animações apresentava desenho completamente diferente e todas as três eram interessantes do ponto de vista da narrativa (alucinantemente rápida e numa sequência que fazia lembrar as melhores montanhas russas) e das soluções visuais. Vejam com os vossos olhos a primeira das três curtas de "Lögner".
Para os interessados no trabalho do realizador (Jonas Odell): filmtecknarna.se
Da lista de curtas metragens a concurso três me chamaram a atenção: Rabbit Punch, Cosmic Station e Lögner. Da primeira podemos dizer que é uma animação com desenho interessante, lembrando esboços rápidos, e não me ocorre mais nada. Era mau, confuso e desiludiu bastante.
Cosmic Station mostrou o que eu esperava que fosse: um retrato da vida numa estação de investigação de raios cósmicos... claro que o filme é parado e nada acontece, mas é assim a vida na estação arménia que se dedica a captar e analisar essas minúsculas partículas e radiações invisíveis. E era ver os grandes cientistas a beber copos de vodka para esquecer a melancolia ou a falar da sua tarefa como se fosse a coisa mais importante que a Humanidade inteira alguma vez tentou fazer.
Os cientistas mostram-se carregados de espírito soviético ainda que a URSS tenha caído deixando a ferrugem apoderar-se da estação de raios cósmicos. E parecem esperar soluções para as grandes questões do cosmos como aqueles personagens que esperavam Godot. Amanhã continuaram a esperar, e o assistente continuará a estender cabos como fez ao longo da deliciosa meia hora de filme.
Quanto a Lögner ( = mentiras) foi simplesmente sublime. Não era uma mas sim três curtas animações unidas sobre um tema comum. Cada uma das animações apresentava desenho completamente diferente e todas as três eram interessantes do ponto de vista da narrativa (alucinantemente rápida e numa sequência que fazia lembrar as melhores montanhas russas) e das soluções visuais. Vejam com os vossos olhos a primeira das três curtas de "Lögner".
Para os interessados no trabalho do realizador (Jonas Odell): filmtecknarna.se
Não Vai Ficar Pedra Sobre Pedra...
É já hoje à noite no Transmission Bar, no Cais do Sodré, que os Minsk vão dar o que vai ser obviamente um concertaço do arco da velha, com os Process of Guilt a ajudar e sem esquecer os polacos Ketha.
E para tornar as coisas ainda mais apetitosas, Bruce Lamont anda em tour com os Minsk e quem sabe não irá fazer um pequeno solo spot antes da actuação deles?
Com o balanço que tanto os Minsk como os Process of Guilt estão a revelar, talvez seja histórico assistir a um concerto destes num sítio minúsculo como é o Transmission, com toda a intimidade que isso traz. Não faço ideia se já esgotou - é provável que sim - mas sugiro vivamente que quem goste deste tipo de som vá assistir. As portas abrem às 21h00. Vai ser ducaneco.
Sirvam-se por favor os aperitivos...
E para tornar as coisas ainda mais apetitosas, Bruce Lamont anda em tour com os Minsk e quem sabe não irá fazer um pequeno solo spot antes da actuação deles?
Com o balanço que tanto os Minsk como os Process of Guilt estão a revelar, talvez seja histórico assistir a um concerto destes num sítio minúsculo como é o Transmission, com toda a intimidade que isso traz. Não faço ideia se já esgotou - é provável que sim - mas sugiro vivamente que quem goste deste tipo de som vá assistir. As portas abrem às 21h00. Vai ser ducaneco.
Sirvam-se por favor os aperitivos...
domingo, 3 de maio de 2009
The Good Ol' Days #4: The Warriors
Realizado por: Walter HillCom: Michael Beck, James Remar, Deborah Van Valkenburg
imdb
"Can you count, suckas?!"
Uma premissa simples para um filme simples: um gangue em fuga num futuro/presente semi-pós-apocaliptico.
O filme começa com a viagem dos Warriors (Swan, Ajax, Cleon, Vermin, Snow, Cochise, Rembrandt e Cowboy) até ao Bronx, local onde vai ocorrer uma reunião entre as tribos, convocada pelo líder absoluto, Cyrus. Ao chegarem, deparam-se com milhares de pessoas de trajes psicadélicos diferentes, que as identificam como sendo pertencentes a um certo grupo. Cyrus, preside a reunião e apresenta a questão que os levou ao bairro mais perigoso de NY: se trabalharem juntos, os criminosos organizados superam a polícia em 3 para 1. Eis senão quando a polícia aparece numa rusga. No meio do caos, um gangue rival dos Warriors assassina Cyrus e culpa-os do feito.
O que se segue, e até ao fim do filme, é uma fuga por parte dos Warriors desde o Bronx até Long Island, o seu bairro, o que equivale a uma viagem de mais ou menos 50 kms. Todos os outros gangues querem eliminá-los. Pelo caminho conhecem uma jovem rapariga, Mercy, uma alma perdida que os irá acompanhar quer queiram, quer não.
De destacar é a cena que define o espírito do filme: Mercy e Swan estão sentados no comboio. Pernas sujas de pó, roupa rasgada e cabelo desgrenhado. Na paragem entram 2 casais jovens, vestidos a rigor e ligeiramente embriagados. Sentam-se frente aos protagonistas e começam a aperceber-se progressivamente do aspecto destes. Mercy olha envergonhadamente para o chão e Swan enfrenta o olhar dos casais sem o mínimo de expressão. Quando Mercy levanta uma mão para ajeitar o seu próprio cabelo, Swan impede-a sem quebrar o contacto visual com os casais, puxando-lhe a mão para baixo novamente. Os jovens decidem sair nessa estação...
Esta cena sem diálogo e perfeitamente interpretada por Michael Beck é exemplo do cinema "show don't tell" que se fazia nos anos oitenta. Estilo e substância não exclusivos. Agora, com o anúncio de uma sequela por Tony Scott com os mesmos actores e personagens, é um filme a ser visto ou revisto.
"Can you dig it?"
Grey Daturas + Caveira @ ZDB

Sábado à noite, Bairro Alto a rebentar pelas costuras e três australianos na ZDB a dar revolução sonora ao pessoal. Foi mais ou menos assim que se passou ontem à noite, não sem antes o duo Português Caveira ter dado início às hostilidades.
Tomaram o palco de repente era já quase meia noite. Pedro Gomes pegou na guitarra, virou costas ao público e lançou-se em 40 minutos de distorção feia, porca e má. Qualquer semelhança com ritmo era quase sempre ilusória e a dissonância foi a palavra de ordem. No fundo, uns três quartos de hora de desvario que, para alminhas atormentadas como a minha e as de outros como eu, seria provavelmente auto-suficiente.
Mas os Caveira são também Joaquim Albergaria na bateria (minimalista, diga-se) que dá o ritmo e a imaginação para que em suma a coisa realmente resulte. Joaquim suou a bom suar, mas trouxe pedaços de bom stoner e bom sludge, sempre não mais que um teaser curto, porque rapidamente o improviso seguia para outro lado. Construções e desconstruções incessantes, em que cada um dos músicos alimentava-se do que o outro lhe dava num loop de feedback positivo que prendeu a atenção dos presentes. Só foi pena a puta da atitude - bem portuguesa - de mal se dignarem a assistir ao concerto da banda principal da noite. Ficava-lhes bem.
Banda essa que era obviamente os Australianos Grey Daturas. A cerca de 9000 km de casa, tendo tocado em Barroselas na noite anterior, notava-se neles o cansaço da estrada mas a boa disposição, humildade e vontade de tocar não se desvaneceram por isso. Com uma bancazinha de merchandise recheada de coisas boas (incluíndo splits em LP e 7" e mesmo minúsculos business CDs com artwork literalmente caseiro) e gerida pela própria banda, os Grey Daturas tocaram praticamente non-stop também eles durante cerca de 40 minutos, mostrando ser claramente um exemplo dos que ao vivo se transcendem perante o que têm registado em disco. Foram então 40 minutos do que soou a um improviso perfeitamente conseguido, em que os dois Roberts da banda alternaram na bateria, baixo e guitarra, e Bonnie - o rosto feminino da banda - debitou distorção sem parar da sua Fender Jaguar.
Ficou bem patente na ZDB que este tipo de música tem tanto de repetitivo como de variável. Repetitivo, pois são de facto muitos minutos a bater repetidamente na mesma tecla emocional. É muito drone, muito noise, muito ambiente, muito transe. Variável porque, numa observação mais atenta, esse mesmo drone está em constante mutação, nunca regressando a qualquer ponto anterior. Os Grey Daturas são notoriamente influenciados por sonoridades bem diversas - pude com eles trocar impressões sobre o quanto todos gostamos do death metal old school a la Obituary, Carcass, Pestilence, etc - e, no caso deles, o que sai desse caldo é este drone abrasivo que tão bem soou na ZDB. Foi estranho vê-los acabar de repente ao fim de tão pouco tempo, mas como me dizia o Robert baixista/baterista, "better leaving people wanting more than having them desire less".
Wise words.
Novo cartaz de Inglourious Basterds

É impossível evitar a curiosidade que Aldo Raine, a personagem de Brad Pitt em Inglourious Basterds, suscita. Como resistir a um Brad Pitt de bigodinho e queixo em riste, entre o rezinga e o folgazão? As expectativas em relação à nova obra de Quentin Tarantino divergem, mas nisto temos de concordar, Aldo Raine será um dos ícones do Cinema de 2009.
The Royal Tenenbaums & Elliott Smith
Uma das cenas mais sublimes da História do Cinema. O génio de Wes Anderson e a música do emocional Elliott Smith.
sábado, 2 de maio de 2009
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