sábado, 28 de fevereiro de 2009

Reorganização

Não é a primeira vez que cito o fantástico "High Fidelity" de Stephen Frears (baseado no livro de Nick Hornby)...
Dick: I guess it looks as if you're reorganizing your records. What is this though? Chronological?
Rob: No...
Dick: Not alphabetical...
Rob: Nope...
Dick: What?
Rob: Autobiographical.
Dick: No fucking way.

No fucking way, indeed.

Conseguir ter a minha colecção ordenada autobiograficamente tem tanto de utópico como teria de brilhante. E como ser brilhante não está ao alcance de todos, limito-me a comprar uns movéis baratólios no IKEA e a ordenar os meus discos alfabeticamente (cronologicamente dentro do mesmo artista/banda) e os meus DVDs cronologicamente. Os discos já estavam e hoje foi a vez dos filmes (metade inferior da imagem).


Ya, já tirava as etiquetas.

Mas como todas estas obsessões de organização acabam por ser sempre um pretexto para grandes viagens, hoje não foi excepção. Procurar o ano exacto de lançamento da maioria destes títulos (thank goodness for IMDb), separá-los de acordo com esse critério e depois vê-los expostos dessa maneira, permitiu-me contextualizar bem melhor no tempo os filmes que admiro. Sabiam que o Brad Pitt fez dois brilhantes filmes no ido ano de 1995? E que o Rambo II saiu no mesmo ano do Commando (1985)? Que grande ano.

Quem me conhece sabe que, lamentavelmente, não estou a ironizar.

E já que estamos numa de informação inútil:

- o filme mais antigo que tenho em DVD é o "Blackmail", do Mestre, lançado em 1929. Tirando as colecções (Hitchcock, Kubrick, etc...), o filme mais antigo aqui é mesmo o "Gilda", com a fantástica Rita Hayworth, que data de 1946.

- não tenho qualquer filme em DVD posterior a 2006. A única explicação que encontro é que desde então foram os anos em que comprei a maior parte dos meus DVDs e os filmes mais recentes são, na maioria, caros. Os meus filmes são, em geral, clássicos comprados de oportunidade aqui e ali.

- O ano do qual tenho mais filmes é 1997, logo seguido de 2001. Go figure.

- Tenho pelo menos um dos nomeados para Óscar na categoria de Melhor Filme desde 2005 recuando até 1986, incluíndo alguns dos vencedores da estatueta: "Crash", "Chicago", "A Beautiful Mind", "Gladiator", "American Beauty", "Unforgiven", "The Silence of the Lambs", "Dances With Wolves", "Rain Man", "Platoon". Ao todo, são 17 os DVDs de filmes vencedores desta categoria em toda história dos Oscares. Totalmente involuntário.

- O realizador com mais filmes na minha videoteca é mais uma vez Hitchcock, com 20 títulos. A culpa é das duas colecções que fiz, uma com os clássicos e outra com os B/W da primeira era. Acho que a culpa também é dele por ter feito tanta obra-prima.

E os leitores do 24Hz, como é que (des)organizam as vossas colecções? Alguma particularidade que tenham que mais ninguém tem?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Shinichin No Samurai

Realizado por: Akira Kurosawa
Com: Takashi Shimura; Toshirô Mifune; Yoshio Inaba; Minoru Chiaki
imdb

Pensei muito sobre este filme na semana que passou.

Pensei sobre ele quando estive a fazer a lista. Ele pertence lá mas há qualquer coisa mais que o torna em algo superior. Então revi o filme.

Em 1954 Akira Kurosawa cria o seu filme mais épico de sempre, Os Sete Samurais.
Causou um estrondo no panorama do Cinema Oriental, e também alguma polémica, principalmente devido à maneira como descreve os Samurais.
Até aí todos estes guerreiros eram descritos como semi-divindades. Seguiam o seu código, o Bushido, e viviam grandes aventuras e confrontos ao serviço dos senhores feudais, os Shoguns.

Mas Kurosawa começa o filme na Sengoku Jidai, uma era de grande instabilidade politica no Japão. Um grupo de bandidos cerca uma aldeia. Ao verem que os víveres que poderiam pilhar aos aldeães são escassos, decidem partir para voltar na altura da colheita do arroz. Ao testemunharem a sua partida, o lavradores decidem contratar Samurais para os defenderem.

Sem nada com que pagar aos Guerreiros, viram-se para Ronins, Samurais que já não obedecem a um senhor feudal, e prometem alimento e guarida a esse guerreiros vagabundos em troca de protecção. Encontram um piedoso mas magnífico lutador que aparenta ter uma veia caridosa.
É Kambei que se tornará no líder da busca pelos restantes 6 Samurais e no fim os levará à guerra com os bandidos.

Vou tentar ser sucinto: é impossível não amar este filme. São três horas e meia de puro extâse sem conseguir tirar o olho do ecrã. Desde os personagens à história, das interpretações à mise-en-scène.
Todos os planos, todas as panorâmicas, todos os corte são executados com uma precisão divina. A maneira como Kurosawa leva o olho do espectador para certas zonas do ecrã apenas pela estruturação e posicionamento dos personagens na tela.

O que me pareceu verdadeiramente um toque de mestria foi a maneira como filmou as cenas de combate. As câmera-lentas e o controlo sobre tudo o que se passa. Principalmente, a maneira como as batalhas simbolizam o espírito do filme, dando importância aos que lutam, ignorando ou menosprezando a batalha em si. Mortes, ferimentos, explosões, tiroteios e duelos são todos postos para segundo plano ou mesmo fora de cena. O valor atribuído aos enterros dos que caem em combate contraposto à queda em si é fenomenalmente humano.

Por último, e para me despachar, a performance do golden boy de Akira Kurosawa, Toshirô Mifune. Desde os momentos de comédia à complexidade desta personagem, os seus tiques, o seu background progressivamente revelado. A sua presença ameaçadora. O seu monólogo.

E que monólogo. Na beira do penhasco da desistência, Kikuchiyo (Mifune), revela o grande segredo da sua infância num misto de tom jocoso e gravidade mórbida. O espectador ri-se a principio apenas para se sentir culpado da gargalhada uns momentos mais tarde. Uma das melhores cenas e definitivamente uma àrdua tarefa para qualquer actor.

Este filme é, porventura, o melhor filme que alguma vez vi.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Inglourious Basterds

Tinha grandes espectativas para este filme.
Grande premissa, grande cast e grande buzz à volta do filme.

Vi hoje o trailer e devo dizer que não gostei. Não só não gostei como fiquei extremamente desiludido.
Esta era a hipótese de Tarantino se redimir de Grindhouse e mostrar que o seu estilo estava a influenciar Rodriguez e não o contrário.
Pensava que Tarantino ia finalmente sair do negócio de providenciar fantasias a ejaculadores precoces e dar um salto para o Cinema Legítimo. Que ia deixar-se de brincadeiras. Começo a achar que Reservoir e Pulp foram acidentes geniais.

Temo que este filme vá ser infantil, gratuito, cartoonish e arrogantemente pedante.

"You haven't seen war until you've seen it through the eyes of Quentin Tarantino"....
Por amor de Deus...este homem passou de génio a patético. Nem o Brad Pitt se safou com aquele tom arrastado e foleiro na voz.

Este filme parece uma caricatura de si próprio. E a banda sonora de rockzinho genérico para dar um ar pseudo-cool também está muito fatela.

Fatela....sim, parece-me ser a única palavra.

Trace, care to comment?

They're Back!


Vou já pôr a tocar o "Angel Dust".

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Resultados do Passatempo Oscars @ 24 Hz

Antes de mais, tenho de dizer - a título meramente pessoal - que não se compreende que a Marisa Tomei não tenha ganho em todas as categorias (mesmo aquelas para as quais lamentavelmente não estava nomeada) incluíndo Melhor Filme e Melhor Fotografia. Já começo a concordar com o Pedro, os Oscares cada vez têm menos jeito...

Posto este desabafo, é tempo de dar a conhecer os resultados do primeiro passatempo aqui do tasco! Mas antes, apenas dizer que a equipa do 24Hz agradece profundamente a participação de todos aqueles, literalmente de Norte a Sul do país, que quiseram entrar na pequena brincadeira que aqui promovemos. Para um blog que têm a tenra idade de mês e meio, é lisonjeante que tenhamos tido um nível de participação bem interessante e esperamos muito sinceramente que se tenham divertido tanto a participar como nós nos divertimos a realizar a coisa. É certo que a combinação Sean Penn / Penélope Cruz despistou virtualmente toda a gente e apostar no Benjamin Button não se revelou a opção mais acertada, mas não há dúvida que os nossos leitores sabem do seu cinema! Os posters premiaram os mais céleres a responder, mas curiosamente a conquista do Blu-Ray foi para a entrada válida mais tardia de todas. Go figure. :)

Resta dizer apenas que o critério de atribuição dos posters é a ordem pela qual as nomeações em causa foram anunciadas: melhor actriz secundária, melhor actor secundário, melhor realizador, melhor actriz, melhor actor e melhor filme. Este pormenor ficou omisso nas poucas regras que ditámos inicialmente e entendemos que esta é a forma mais justa de distribuírmos os prémios. Encorajamos os nossos caríssimos concorrentes a dizer-nos qualquer coisa caso encontrem algum erro ou incoerência nestes resultados.

Sem mais delongas, o grande vencedor do 24Hz @ The Oscars foi o António Santos de Cantanhede, que acertou em 5 das 6 categorias, ganhando assim um Blu-Ray ou DVD.

Os vencedores dos posters foram:

- Carlos Duarte
- José Saruga
- Cláudio Fernandes
- Victor Afonso
- Pedro Lopes
- Inês Gonçalves

Vamos contactar esta malta desde já para tratar do envio das prendinhas! Numa de full disclosure, como interessa, podem descarregar aqui um PDF com o quadro geral das participações.

Mais uma vez obrigado a todos pelo convívio e fica o convite para continuarem a acompanhar o 24Hz.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Queres Ser Crítico de Cinema? Agora Podes!

Depois de há uns dias a esta parte o nosso Pedro ter tido a elegância, a classe, a honra, o charme e, por que não dizê-lo, a presença de espírito para se auto-flagelar publicamente e convidar o resto do Mundo a fazê-lo em comunhão, cruzei-me com este hilariante artigo que é leitura obrigatória para todos nós críticos de cinema de trazer por casa. Podem degustar calmamente a prosa a que me refiro através do link que atrás deixei mas aqui fica desde já uma ou duas das 42 (!) regras para ser um crítico de sucesso. Ou não.

Rule 6: Make sure you talk about camera angles, since that's what experts do. It makes a hell of a lot of difference where the image of a man slipping on a banana peel is taken from. For example, if it's a profile, it's slapstick. If it's an overhead medium-range shot, it's a dissection of apathy. If it's from below, it's drama.

Rule 20: Start a blog and give star ratings to at least 2 films a day. List your top tens for every year starting from 1914. Slant magazine will probably hire you.

Rule 28: Give 4 star ratings to all David Lynch films. But refrain from analyzing the film in any way, claiming that such dissection will rob the work of its holistic beauty. Trust us, it'll work.

Já dizia o outro que os seus filmes preferidos eram o "8 e 1/2" e o "Prédador 2"...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Bora Brincar aos Óscares?

O prometido é devido e mais vale tarde do que nunca. Além de termos conseguido encaixar dois adágios populares na mesma frase, serve este artigo também para lançar finalmente o 1.º passatempo 24Hz, nesta primeira instância subordinado à cerimónia dos Óscares que se realiza no próximo Domingo, 22 de Fevereiro.

As regras são simples e para participar basta dizerem-nos as vossas previsões para os vencedores nas principais categorias em disputa. Não vale ligarem à Maya e muito menos ao Zandinga.

As categorias nas quais estamos assim a modos que interessadíssimos em saber as vossas previsões são as seguintes:

- "Melhor Filme"
- "Melhor Realizador"
- "Melhor Actor Principal"
- "Melhor Actriz Principal"
- "Melhor Actor Secundário"
- "Melhor Actriz Secundária"

Os magníficos prémios que temos para dar são:

- 1 Blu-Ray ou DVD: "Watchmen" ou "Wall-E" ou "The Dark Knight" para quem acertar simultâneamente no maior número de categorias, num mínimo de 4. Em caso de empate, sairá vencedor o primeiro a registar o seu voto (de acordo com a data de recepção do email enviado).
No caso do vencedor optar por "Watchmen", este será entregue na morada desejada assim que estiver disponível (6 de Abril).

- 1 Poster de Filme por categoria (títulos a anunciar brevemente) para o primeiro leitor do 24Hz que acertar em cada uma delas.

As vossas previsões deverão ser enviadas para blog24hz@gmail.com, até às 00:00 do próximo Domingo, 22.

Nomeados na categoria de Melhor Filme:
The Curious Case of Benjamin Button (2008)
Frost/Nixon (2008)
Milk (2008)

The Reader (2008)

Slumdog Millionaire (2008)


Nomeados na categoria de Melhor Realizador:
Danny Boyle por Slumdog Millionaire (2008)
Stephen Daldry
por The Reader (2008)
David Fincher
por The Curious Case of Benjamin Button (2008)
Ron Howard
por Frost/Nixon (2008)
Gus Van Sant
por Milk (2008)

Nomeados na categoria de Melhor Actor Principal:
Richard Jenkins
por The Visitor (2007)
Frank Langella
por Frost/Nixon (2008)
Sean Penn
por Milk (2008)
Brad Pitt
por The Curious Case of Benjamin Button (2008)
Mickey Rourke
por The Wrestler (2008)

Nomeados na categoria de Melhor Actriz Principal:
Anne Hathaway por Rachel Getting Married (2008)
Angelina Jolie
por Changeling (2008)
Melissa Leo
por Frozen River (2008)
Meryl Streep por Doubt (2008)
Kate Winslet
por The Reader (2008)

Nomeados na categoria de Melhor Actor Secundário:
Josh Brolin por Milk (2008)
Robert Downey Jr.
por Tropic Thunder (2008)
Philip Seymour Hoffman
por Doubt (2008)
Heath Ledger
por The Dark Knight (2008)
Michael Shannon
por Revolutionary Road (2008)

Nomeados na categoria de Melhor Actriz Secundária:
Amy Adams por Doubt (2008)
Penélope Cruz
por Vicky Cristina Barcelona (2008)
Viola Davis
por Doubt (2008)
Taraji P. Henson
por The Curious Case of Benjamin Button (2008)
Marisa Tomei
por The Wrestler (2008)


Good night, and good luck!

Mindfuck Movies?

O The Morning News publicou há dias um artigo subordinado ao tema "Mindfuck Movies", categoria ad-hoc que eu, pessoalmente, costumo associar imediatamente a David Lynch. Pergunto-me por que será.

Como não podia deixar de ser, a lista inclui de facto Lynch, com o seu brilhante "Mulholland Drive" (argumentaria que "Eraserhead" ou "Lost Highway" se adequam ainda mais à etiqueta "mindfuck") mas é ao mesmo tempo bastante liberal nomeando outros títulos obrigatórios como "The Game", "Cube" ou "2001: A Space Odyssey". Os cinéfilos hard-core também não foram esquecidos e desse ponto de vista não surpreende a inclusão de "La Jetée" e "Rashômon", este último do Mestre Kurosawa e ambos percursores directos de muitas e muitas obras que se lhe seguiram, como "12 Monkeys" ou "Anatomy of a Murder", respectivamente.

Podem ler na íntegra o artigo de Matthew Baldwin (será da família?), completo com trailers de cada um dos 16 filmes escolhidos, aqui.

E vocês, caros leitores, quais são os mindfuck movies da vossa vida?

Listas Efémeras

Ao contrário do seguro percursor das listas, eu não tenho certeza dos títulos que mereciam estar nesta lista. Mesmo assim, e em honra ao percursor, decidi emitir a minha top 10 aleatória:

(Espero que percebam a volatilidade e a efemeridade desta lista. Para além disso não quis tar a referenciar títulos previamente referidos...=P )

http://www.sindromedistendhal.com/Cinema/Festa_2007/leone-west.jpg
"Did you bring a horse for me?" - "I guess we're shy one horse..." - "No...You brought two too many"

http://www.kopictureshow.com/FightClub1999.jpg
"We have just lost cabin pressure..."

[ RULES OF ATTRACTION POSTER ]
"I think you're a rich motherfucking motherfucker who owes me a fucking fuckload of motherfuckin' cash, that's what I think, you rich motherfuckin' motherfucker. You want some blow, motherfucker? You bring me my motherfuckin' cash, motherfucker!"

http://i6.photobucket.com/albums/y225/kujo722/The-Empire-Strikes-Back---Special-E.jpg
"No....I am your father"

http://www.kirkhamdotcom.org/images/blog/royaltenenbaums.jpg
" This is my adoptive daughter, Margot Tenenbaum"

http://home.comcast.net/~flickhead/haine03.jpg
"Jusqu'ici tout va bien. L'important ces't pas c'est la chute, c'est l'atterrissage"

http://www.mannythemovieguy.com/images/oldboy.jpg
"Evurugurin Oruduboy?..."

http://artfiles.art.com/images/-/Goodfellas-Poster-C10292193.jpeg
"What do you mean, I'm funny? Funny how?"

http://artfiles.art.com/images/-/Snatch-Poster-C10068725.jpeg
" For every action, there is a reaction. And a Pikey reaction... is quite a fucking thing. "

http://images.amazon.com/images/P/B0006GVJEE.01.LZZZZZZZ.jpg
"He's not my father. He's my lover..."

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Get Busy Living... or Get Busy Writing Useless Lists

E porque hoje é dia de São Valentim e o meu amor pelo cinema é grande, aqui fica uma das listas mais inúteis e divertidas que me lembrei de fazer: nem mais nem menos do que aqueles que são, à data, os 10 filmes da minha vida, sem qualquer ordem específica. Não foi difícil... é um grupo que se mantêm inalterado há muito tempo.

Arriscaria um pequeno preâmbulo só para dizer que lido com a dificuldade que é fazer uma lista destas relativizando a sua importância e sublinhando o quanto me diverte o processo de a construir. É que nesse processo acabo por rever mentalmente muitas das cenas que compõem não só estas obras de arte mas que também passaram no ecrã da minha própria vida. Exactamente da mesma forma que o Andy Dufresne, do Shawshank Redemption, não precisou de um gira-discos para ouvir música na solitária. Just like that.

"Get busy living... or get busy dying."

"I'm gonna make him an offer he can't refuse."

"I love the smell of napalm in the morning. (...) The smell, you know that gasoline smell, the whole hill. Smelled like... victory."

"You see, in this world there's two kinds of people, my friend: Those with loaded guns and those who dig. You dig."

"Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?"

"If you're frightened of dying, and you're holding on, you'll see devils tearing your life away. But if you've made your peace, then the devils are really angels, freeing you from the Earth."

"You hear me talkin', hillbilly boy? I ain't through with you by a damn sight. I'ma get medieval on your ass."

"How much can you know about yourself if you've never been in a fight?"

"Detective... Detective... DETECTIVE! You're looking for me."

"You guys wanna see a dead body?"

Dedico este post àquele amigo que, apesar de só o ter conhecido depois de ter visto e absorvido a maioria dos filmes desta lista, é a pessoa que mais responsabilidades tem no facto de eu gostar cada vez mais de cinema, pelas grandes conversas que vamos tendo e pelas homenagens que não temos vergonha de prestar às nossas influências. Please tell me those chinamen cars aren't empty!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

2 em 1



A contagem descrescente para a noite dos Óscares - e simultâneamente para os comentários rabugentos do Pedro acerca da Academia - continua e como ainda estou longe de ter visto todos os principais nomeados, hoje foi dia de apreciar mais dois potenciais galardoados no próximo dia 22 (não nos esquecemos do prometido: vai haver festividades e novidades muito em breve!).

"The Wrestler" é o regresso de Darren Aronofsky depois do ligeiro flop com "The Fountain" e também, há que dizê-lo, o regresso de Mickey Rourke, quiçá para o papel da sua carreira. Como disse um grande amigo meu, "o The Wrestler é tipo um Rocky não romantizado" e não podia concordar mais com ele. Gostei da forma crua e suponho que extremamente realista como Aronofsky nos mostra o circuito independente do Wrestling americano, longe da ribalta da WWF. Mas tal como "Rocky" está longe de ser um filme de porrada (os detractores da saga que se cheguem à frente, por favor), também "The Wrestler" não o é, antes sendo uma grande dose de realidade, de um pai que recuperou o amor perdido da filha para logo a seguir o voltar a perder, de alguém que nunca foi realmente amado e que procura numa stripper o afecto que ela não quer ou não pode dar. Seguir os altos e baixos de Randy nunca enfastia e deixa-nos no final com uma sensação agridoce. Nem vou comentar as aparições da Marisa Tomei. É que nem comento.

Já "Doubt" é um autêntico filmaço, com interpretações do melhor que se fez este ano. Phillip Seymour Hoffman continua a coleccionar papéis geniais uns atrás dos outros e diga-se, em abono da verdade, que poucos além dele conseguiriam estar ao nível da Meryl Streep que aqui vemos. Um representa a dúvida, a outra a convicção, um eterno duelo entre o novo e o velho. Este é um filme que, quanto mais não fosse, nos relembra que a Fé, seja ela em que for, existe não em contraponto com a certeza mas sim com a dúvida. Basta acompanhar os 100 minutos deste drama do mais alto calibre para perceber que são da mais elementar justiça as nomeações de Hoffman, Streep, Amy Adams e sobretudo de Viola Davis - que aparece durante 10 minutos mas protagoniza, num diálogo com Meryl Streep, os melhores 10 minutos de filme que vi neste último ano.

Numa era em que é chic dizer mal dos Óscares, prefiro relativizar a sua importância ao mesmo tempo que congratulo a Academia por dar o devido relevo a este filme através de 5 nomeações, mesmo lamentando não o ver pelo menos nomeado para a categoria de Melhor Filme. A verdade é que nenhum dos nomeados para essa categoria desmerece certamente a distinção.

Em defesa de Jeff Buckley

Depois da discussão que tivemos sobre a sublime voz de Jeff Buckley, não podia deixar de partilhar as palavras de Chris Cornell sobre o músico, na Rolling Stone de Novembro do ano passado, no artigo "100 Greatest Singers of all time". (E estou a copiar isto ao som de "Lilac Wine", a minha preferida)

"Hearing Jeff's "Live at Sin-é" EP was one of those moments that happens only a few times in your life as a music fan - it was something otherworldly, and he shocked me with the depth of talent he displayed.

I can't compare his voice to anything - he had such an unusual breadth of influences, from Sonic Youth to Edit Piaf. Jeff and I became friends, and when we performed together, I would watch him and try to figure out things - like, "How is it possible that he's holding that note that long?

But you can talk all day about technical aspects, and you get nowhere. Jeff had the ability to sing a cappella in almost a whisper in a packed club environment and be able to hear a pin drop - that's not about technical ability, that's something else.

There was an almost punk-rock tenacity to the way he would force you to listen to the effeminate side of his voice. I saw shows with a room full of guys wearing flannel shirts, and he would bring a song down to him singing vocal runs a cappella. He would keep doing it to the point that it was beyond discomfort for these guys who were all standing there trying to be tough. You would be uncomfortable for so long that you would then have this rejuvenation and discovery that this guy was fearless. Listening to him sing - it's one of those indications that the human race isn't all bad and life is worth living and there is beauty and brilliance in humanity".

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Once Upon a Time in the....Western

Já quase tudo foi refeito no mundo do cinema.
Na minha humilde opinião, de todos os géneros reutilizados sob uma estética mais fresca e recente, só falta fazer o re-vamp do Western.

Gore Verbiski deu aos piratas um tom de rockeiro embriagado. Pacino, Ritchie e Tarantino deram um toque de astúcia sedutora e poder renascido aos gangsters.

Não que não tenham tentado reviver o Western: O Assassinato de Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford, 3:10 To Yuma, e até certo ponto, No Country For Old Men. (para os mais atentos, também poderia ter dito Kill Bill mas isso é outra história)…

Então o que falhou, se é que alguma coisa falhou?
Falhou lembrarem-se que o avant-garde do Western aconteceu há 40 anos.

Sérgio Leone introduziu-nos os melhores. Os bêbedos. Os justiceiros. Os Bons, os Maus e os Vilões….
E ninguém conseguia dar aquele aspecto cool aos seus personagens melhor que Leone. Não, a mística não era de Eastwood. Vejam Bronson. Vejam Van Cleef, Wallach, melhor, Gian Maria Volontè

Todos estes homens criaram deuses no ecrã. Titãs de nomes disfarçados e criaturas cujos actos nos perseguem em sonhos o resto da vida, quer queiramos quer não.


Quem se pode esquecer de Henry Fonda em Aconteceu no Oeste? “Keep your lovin’ brother happy…”

Claro que tudo isto não seria metade do que na verdade é sem o majestoso ensemble de Ennio Morricone na banda sonora. 40 anos antes de se tornar moda, Ennio decide juntar rock e música clássica para dinamizar rivais, destacar sagas e enriquecer estéticas. De Navajo Joe a Harmonica

Não se conseguiu renovar o Western porque se está a observar o caso pelo prisma errado: Guy Ritchie sabia que os filmes de gangster já tinham dado a volta para o cool há duas/três décadas atrás. Por isso, trouxe o gangster até aos ciganos, russos irlandeses e cockneys.

Se o avant-garde foi há 4 décadas, então como renovar um estilo intemporal que já foi renovado?

A minha resposta: para os mais atentos, eu poderia ter dito Kill Bill, mas isso é outra história…

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Scotty Moorhead

Tenho andado a ouvir umas coisas meio dúbias e decidi pôr em pratos limpos a minha opinião sobre este assunto. Do princípio:

Cresceu com o nome do seu padrasto. Scotty Moorhead era como o apelidavam os colegas de escola, professores e família.
O mundo conheceu pelo nome que adoptou, melhor, reviveu aquando da morte do seu pai biológico, Tim Buckley.

Jeff Buckley começou a sua “vida” nos bares da East Village em Nova Iorque, em particular, num pequeno estabelecimento irlandês tornado altar pelos seus fãs: o Sin-é. Fazia o que faz melhor: interpretar temas dos seus ídolos. Led Zepellin, Nina Simone, Morissey e The Smiths.
Foi quando começou a ouvir música religiosa paquistanesa, especificamente Nusrat Fateh Ali Khan que a sua tendência musical começou a expandir fronteiras. Bebia de Robert Johnson e os seus Blues de 1935 e da banda de punk Hardcore Bad Brains, Siouxie Sioux e, obviamente, Leonard Cohen.

Conheceu Gary Lucas e começaram a gravar juntos o que viria a ser o inicio de Grace.
Morreu quando decidiu nadar no Mississípi totalmente vestido.

A primeira vez que ouvi Jeff Buckley estava a comer uma sandwich de queijo. A sandwich não é importante mas o facto de eu me lembrar o que comia mostra o quão importante foi para mim. A música era a rendição do Hallelujah de Leonard Cohen.

A grande mística de Jeff Buckley não vem do facto de ter morrido. Definitivamente vem da rareza envolvida na sua música. Claro que a grande mais-valia da sua música é a voz enfeitiçada de Buckley. Mas o que me fascinou, a ponto de me incentivar a tocar guitarra todos os dias, todo o dia, foi o estranho som que este músico retirava daquelas seis cordas de cobre. Os acordes bizarramente harmoniosos e as progressões catárticas com que Jeff recheia as suas canções são precisamente o que, aliado à sua voz sirénica, puxam tantos navegadores para os rochedos que são Sketches for My Sweetheart, the Drunk e Grace.


A morte de Jeff Buckley trouxe alguma benesse para a Columbia Records, isso sim. Para nós, apenas nos privou de um fantástico artista. A ele, ceifou um que era o começo de exponencial crescimento na sensibilidade musical que já tinha pedido emprestado aos seus novos heróis. Era um interpretador. Todo aquele potencial que tinha para reinventar músicas de outros poderia ser transformado em originalidade divina. Agora nunca o saberemos.

Não estamos a falar de Kurt Cobain nem de Jim Morrisson. Estamos a falar de um artista cujos ídolos o idolatraram postumamente.

A melhor definição que já ouvi sobre a música de Jeff:

“…um rapaz do coro que canta de um canto num bordel…”

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Duelo de Titãs

Civil War
2006 - 2007
Marvel



Depois de ler Watchmen, passei um bom tempo a dizer que a DC Comics era indiscutivelmente melhor que a Marvel, por ter editado a que foi considerada a melhor graphic novel de todos os tempos. Mas a leitura da Civil War da Marvel mostrou-me que, afinal, não dá mesmo para escolher entre as duas editoras. Em Civil War, a Marvel levantou uma questão de "beco-sem-saída", tão interessante como frustrante para qualquer fã de comics.

A trama começa na actualidade, com uma aventura de super-heróis adolescentes, que tentam provocar uma batalha com super-vilões perigosíssimos para um programa de reality show. A inocente brincadeira acaba com a explosão de uma escola primária e consequente morte de inúmeras crianças. Revoltada com a inconsequência dos super-heróis e farta dos estragos que sempre deixam como rasto nas suas aventuras, a população exige que o seu trabalho seja controlado pelo Governo. Assim, o Presidente Bush promulga uma lei que visa o registo de todos os super-heróis, que passam a ser obrigados a revelar a sua identidade secreta, a ter um horário de trabalho e, quem sabe, a descontar para a segurança social. A lei não agrada à comunidade de super-heróis de NY, que sempre protegeram a sua identidade pelo bem das suas famílias.

O Governo tenta que o Capitão América encabece um movimento de sensibilização para o registo entre os super-heróis, ao que o grande ícone dos EUA se recusa terminantemente. O "Cap", como todos lhe chamam, é a imagem da ética e da moral, e nem o seu exacerbado patriotismo o leva a cooperar com Bush, pois para o Cap a América não é o seu Presidente, mas os seus valores. Em vez de colaborar, o Capitão América cria um grupo de resistência à lei. Iron Man toma o lugar que fora proposto ao Capitão América. Estão formadas as duas facções da guerra. De um lado, a ética do Capitão América, do outro, a tecnologia e a ambição de Iron Man.




Whose side are you?

Os super-heróis, outrora amigos e unidos, dividem-se entre os dois lados da guerra, entre a protecção da sua identidade e família e o desejo daqueles por quem lutam, os cidadãos norte-americanos. A temática é complexa e labiríntica: ambos os lados têm razão mas assumir qualquer um deles tem consequências devastadoras.

O Iron Man, aka Tony Stark, acaba por perder a razão ao pedir aos super-vilões para perseguir os super-heróis que não se querem registar, tornando-se assim ele próprio um vilão para os super-heróis.

Para evitar spoilers incómodos, vou parar por aqui e aconselhar a todos os fãs de comics que leiam esta pequena obra-prima. A Civil War não só é uma história sobre algo inimaginável como ver os super-heróis de costas voltadas, como ainda nos leva pela cabeça de cada um dos nossos ídolos perante o seu maior medo: revelar a sua identidade. E à beira do precipício, os nossos super-heróis preferidos podem reagir de maneira surpreendente...

Veredicto: 9/10

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"os cegos verão a luz..."

Tenho uma confissão para fazer. Eu sei que isto não é um confessionário nem um diário nem o gabinete do psicólogo mas eu estou a curar um problema grave.

Até 2008 eu não gostava ou odiava:
- Radiohead
- REM
- James
- GNR (os de Portugal)
- Jorge Palma
- U2
- Clã
- Sting

E na maior parte dos casos era por ou nunca ter ouvido com atenção ou por não ter ouvido na altura certa da minha vida ou mesmo porque sou um gajo embirrante e mal disposto.

Então comecei por Radiohead. Um dia de especial azedume comecei a descarregar no OK Computer só porque sim e um amigo meu (PRLA) desancou em mim com uma violência verbal fora do comum... Desde esse dia traumático decidi que havia de ver, ler e ouvir com especial atenção tudo aquilo que à partida me suscitasse ódio e rancor.

A terapia tem resultado. O OK Computer está no meu leitor de música comprimida (aquilo também lê WMA) há meses, e todos os outros na lista foram entrando com os seus best of primeiro, outras músicas depois.

Apresento-me aqui humildemente para que gozem comigo.

(PS - também embirrava com o Woody Allen e já o suporto...)

Dantes Era Assim

Um dos poucos veículos de cultura musical no nosso país, o Blitz já sofreu algumas mutações desde que começou a sair para as bancas em 1984. O facto de ser quase tão antigo como eu próprio exige de mim um certo respeito, apesar da banalidade em que se tornou com o passar do tempo, banalidade essa de alguma forma aliviada com o novo formato de revista, em vigor desde 2006.

Via "O Homem Que Sabia Demasiado", fiquei hoje a saber que está em marcha um projecto para digitalizar os arquivos do Blitz e muito desse trabalho está já disponível online. O que eu também não sabia - mas vá, desconfiava - é que o Blitz foi instrumental na internalização de uma forte cultura musical cá no burgo, numa época em que a Internet, para o bem e para o mal, não existia e em que descobrir coisas novas era provavelmente mais cativante, já que as novidades eram mais escassas e sobretudo mais difíceis de conhecer.


Como diz Victor Afonso, no blog anteriormente referido, "no fundo, os primeiros 10 anos de existência do Blitz, para mim os mais decisivos, foram uma época de verdadeiro culto e de militância, de verdadeira causa à música." Isto é algo pelo qual passei muito de raspão, devido à idade que tenho, mas com o qual me identifico profundamente. Havia, de resto, uma mística muito engraçada e de certa forma excitante em, por exemplo, ouvir a "Submissão" dos Xutos numa cassette original, em casa de um amigo. As coisas estavam a acontecer.

E o declínio, por vezes acentuado, deste tipo de publicações com razões frequentemente inexplicáveis faz-me lembrar uma frase do Jack Black no brilhante "High Fidelity":
Rob, top five musical crimes perpetrated by Stevie Wonder in the '80s and '90s. Go. Sub-question: is it in fact unfair to criticize a formerly great artist for his latter day sins, is it better to burn out or fade away?

Em todo o caso, dêem asas à nostalgia ou pura e simplesmente à curiosidade em "O Velho Blitz". Vale a pena.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Switchtense + Revolution Within (In Live Café, Moita) - 31/01

Noite do peso na Moita, ponto fulcral da "cena metal" da margem Sul e com o pretexto de apresentarem o seu primeiro álbum, "Confrontation of Souls", os Switchtense - banda da terra - deram mais um concerto de metal porrada para mais tarde relembrar, até porque houve muito metal e imensa porrada.

A noite devia ter sido aberta pelos Seven Stitches, mas uma lesão de última hora impediu a banda de dar o seu contributo, pelo que foram os nortenhos Revolution Within a dar início às hostilidades. Vindos de São João da Madeira, tocaram um death metal melódico bastante standard, ainda que bem tocado. Os moshers habituais não se fizeram rogados e ainda a primeira faixa ia a meio, já o arraial de pancadaria à frente do palco era bem notório. O que vale é que eles são todos amigos e ninguém se aleijou. A tarefa da banda era ingrata, pelo menos do ponto de vista de animar o público, já que a festa não era deles mas a perserverança, a humildade em palco e uma setlist curta mas bem construída valeu-lhes a boa imagem que deixaram, especialmente com as últimas duas canções particularmente devastadoras, bem thrashadas e com riffs memoráveis.

Concluída a primeira prestação, foi tempo dos Switchtense tomarem de assalto o palco do InLive e encetarem a destruição. Como seria de esperar, apresentar um álbum é tocá-lo seguidinho e foi isso que a banda da Moita fez e bem. Se o EP "Brainwash Show" sofre de ter um bateria programada e em geral uma produção menos boa, esses são problemas que ficaram resolvidos com a formação actual que mostra uma coesão muito interessante, seja no entendimento perfeito entre as duas guitarras, seja numa secção rítmica de betão ou na intensidade da voz, mesmo quando já quase não há mais para dar. Os Switchtense demonstram, aliás, neste momento ter já aquela aura própria de bandas mais experientes e tecnicamente evoluídas, pelo bom som que debitam - isto muito graças ao seu técnico de som, tido pela própria banda como sendo o sexto elemento - mas sobretudo pela manutenção da humildade que os vem caracterizando.

"Confrontation of Souls" foi então tocado de fio a pavio e ficaram-me três registos com particular adrenalina e energia. "Into The Words of Chaos", "Second Life" e "State of Resignation" representam muito do que faz dos Switchtense uma referência neste tipo de som, com face melting riffs e refrões que puxam e de que maneira pelo povão. Quem não gosta, não gosta, mas quem gosta tem muito por onde gostar no que faz esta rapaziada.

O álbum é oficialmente lançado amanhã, dia 2, mas já tivemos oportunidade de o comprar neste concerto e inclusivamente tê-lo assinado por todos os elementos da banda, o que é sempre simpático, especialmente para um groupie desavergonhado como eu. O artwork é, diga-se de passagem, bastante bem conseguido e vale a pena, por diversos motivos, dar os 10 euros que este menino vale.

O que não vale mesmo a pena é resignarmo-nos apesar da constatação que o panorama musical neste país está pelas ruas da amargura. Eventos como o de ontem no InLive são parte da resposta que é preciso dar. O resto tem de partir de cada um de nós que gostamos disto.