domingo, 30 de agosto de 2009
Dá início dia 2 de Setembro, Quarta Feira
E garanto-vos que está bem bom. Destaque para a curta metragem de terror com banda sonora ao vivo por Paulo Furtado (Legendary Tiger Man; Wraygunn) e Rita Redshoes!
Só uma curiosidade
Para quem já entrou na febre do Inglourious Basterds, escuso de referenciar o facto de ser um pseudo-remake do clássico de culto de Enzo Castellari.
A curiosidade é: Enzo tem um filme programado para estrear este ano chamado Caribbean Basterds. Muito bom aspecto...ou não.
A curiosidade é: Enzo tem um filme programado para estrear este ano chamado Caribbean Basterds. Muito bom aspecto...ou não.
sábado, 29 de agosto de 2009
Guilty pleasures parte I: Graphic Novels
Dizem-me as más línguas que os verdadeiros cinéfilos não podem gostar de filmes baseados em bandas desenhadas. Com isto dito, GRAPHIC NOVELS FTW ! Cá vamos:
5. Road To Perdition
Este filme é muito bom. Realizado por Sam Mendes (o génio por trás de Beleza Americana) e e baseado numa BD com o mesmo nome, de Max Allan Collins. Vou ser absolutamente sincero e confessar: nunca li. Mas sei que a BD foi baseada num dos meus Manga/Anime/Série de Televisão Japonês/ Filme Japonês preferidos - The Wolf And The Cub sobre a viagem de um Samurai peregrino, pobre e renegado com o seu filho de seis anos.
4. V For Vendetta
A novela gráfica é do inimitável Alan Moore. Fala-nos de Guy Fawkes, o revolucionário britânico mas sem utilizar esse personagem. Fala de revolução e persona contra sociedade. Tem a Natalie Portman toda gira mesmo estando careca e o Hugo Weaving num papel que transcende a máscara que nunca retira. Para além disso é realizado pelos irmãos (deveria dizer irmão/irmã?) Wachowski, realizadores do The Matrix. Ainda me questionei que obra deste senhor colocar: The Watchmen, From Hell, V for Vendetta ou League of Extraordinary Gentleman.
3. A History of Violence
Nada como um pouco de David Cronenberg para apimentar a lista (apimentar é um belo verbo, não é?). Um guião fenomenal sobre como a violência faz parte de tudo que é humano. Ódio, amor, vida e morte são regidos pela violência porque esta é força. Kudos para a cena de sexo semi-explícito entre Maria Bello e Viggo Mortensen. Isto poderia ser a divagação de um tarado sexual mas estou mesmo a ser honesto: é uma cena que personifica a índole do filme – a barreira entre amor e violência nem sempre é tão linear como parece.
2. Sin City
Tinha de estar na lista. Sin City é a obra-prima de Robert Rodriguez baseada na peça estilizada a preto e branco de Frank Miller. Um filme Noir por natureza, combina cultura urbana com Humphrey Bogart e Dick Tracey. Se Miller fez um bom trabalho com os personagens, suas idiossincrasias e pormenores, Rodriguez retribuiu com o seu toque de Frankenstein: trouxe à vida Marv, Nancy, Jackie Boy, Hartigan, Yellow Bastard e Dwight.
C’est beaucoup de bon!
1. Constantine
E o favorito dos favoritos. Eu venero este filme. O tema interessa-me sempre: religião, mitologia cristã, fé e descrença. John Constantine apareceu pela primeira vez em Hellblazer como rapaz que se tenta suicidar. Para a religião cristã, esse é um acto que garante um lugar de primeira fila no Inferno. Mas Constantine não morre, volta à vida e inicia uma demanda pela sua alma, tentando salvar a humanidade dos demónios na esperança que isso se traduza em arrependimento aos olhos de Deus. O Arcanjo Gabriel (a animal Tilda Swinton), Balthazar (o surpreendentemente bom actor Gavin Rossdale, ex-Bush) e Constantine himself (o outro dos dois únicos papéis que Keanu Reeves interpretou brilhantemente) fazem o filme por completo.
…Ah espera! E o rapaz que faz de Papa Midnite (Djimon Hounson) é fixe mas o personagem é GIGANTE!....
“…Constantine…..John, Constantine…asshole…”
5. Road To Perdition

Este filme é muito bom. Realizado por Sam Mendes (o génio por trás de Beleza Americana) e e baseado numa BD com o mesmo nome, de Max Allan Collins. Vou ser absolutamente sincero e confessar: nunca li. Mas sei que a BD foi baseada num dos meus Manga/Anime/Série de Televisão Japonês/ Filme Japonês preferidos - The Wolf And The Cub sobre a viagem de um Samurai peregrino, pobre e renegado com o seu filho de seis anos.
4. V For VendettaA novela gráfica é do inimitável Alan Moore. Fala-nos de Guy Fawkes, o revolucionário britânico mas sem utilizar esse personagem. Fala de revolução e persona contra sociedade. Tem a Natalie Portman toda gira mesmo estando careca e o Hugo Weaving num papel que transcende a máscara que nunca retira. Para além disso é realizado pelos irmãos (deveria dizer irmão/irmã?) Wachowski, realizadores do The Matrix. Ainda me questionei que obra deste senhor colocar: The Watchmen, From Hell, V for Vendetta ou League of Extraordinary Gentleman.
3. A History of Violence

Nada como um pouco de David Cronenberg para apimentar a lista (apimentar é um belo verbo, não é?). Um guião fenomenal sobre como a violência faz parte de tudo que é humano. Ódio, amor, vida e morte são regidos pela violência porque esta é força. Kudos para a cena de sexo semi-explícito entre Maria Bello e Viggo Mortensen. Isto poderia ser a divagação de um tarado sexual mas estou mesmo a ser honesto: é uma cena que personifica a índole do filme – a barreira entre amor e violência nem sempre é tão linear como parece.
2. Sin CityTinha de estar na lista. Sin City é a obra-prima de Robert Rodriguez baseada na peça estilizada a preto e branco de Frank Miller. Um filme Noir por natureza, combina cultura urbana com Humphrey Bogart e Dick Tracey. Se Miller fez um bom trabalho com os personagens, suas idiossincrasias e pormenores, Rodriguez retribuiu com o seu toque de Frankenstein: trouxe à vida Marv, Nancy, Jackie Boy, Hartigan, Yellow Bastard e Dwight.
C’est beaucoup de bon!
1. Constantine
E o favorito dos favoritos. Eu venero este filme. O tema interessa-me sempre: religião, mitologia cristã, fé e descrença. John Constantine apareceu pela primeira vez em Hellblazer como rapaz que se tenta suicidar. Para a religião cristã, esse é um acto que garante um lugar de primeira fila no Inferno. Mas Constantine não morre, volta à vida e inicia uma demanda pela sua alma, tentando salvar a humanidade dos demónios na esperança que isso se traduza em arrependimento aos olhos de Deus. O Arcanjo Gabriel (a animal Tilda Swinton), Balthazar (o surpreendentemente bom actor Gavin Rossdale, ex-Bush) e Constantine himself (o outro dos dois únicos papéis que Keanu Reeves interpretou brilhantemente) fazem o filme por completo.…Ah espera! E o rapaz que faz de Papa Midnite (Djimon Hounson) é fixe mas o personagem é GIGANTE!....
“…Constantine…..John, Constantine…asshole…”
domingo, 23 de agosto de 2009
The Room
O melhor pior filme de todos os tempos. Há quem o compare a Rocky Horror Show mas eu digo: RHS tinha a noção do ridículo e isso era o que o fazia genial. Pelo contrário, The Room de Tom Wiseau, não o sabe e a sua inocência reforça a genialidade. Desde os horriveis actores ao guião hilariantemente mal escrito, é uma peça a reter. Claro, como de costume, o autor diz agora (depois de se ter tornado uma obra de culto devido à sua malignidade) que sempre foi suposto ser uma comédia negra derivada do camp. ...Pois, pois....
Há muito tempo que não via coisa tão hilariante. É básico de se fazer o download da versão pirateada do dvd, pelo que aconselho. Este post vêm com o patrocínio do tio Nuno de Há Vida Em Markl.
Mais videos sublimes e crítica do Tio aqui.
Já agora, os meus favoritos:
Há muito tempo que não via coisa tão hilariante. É básico de se fazer o download da versão pirateada do dvd, pelo que aconselho. Este post vêm com o patrocínio do tio Nuno de Há Vida Em Markl.
Mais videos sublimes e crítica do Tio aqui.
Já agora, os meus favoritos:
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Les Paul
Morreu Les Paul mas não a sua guitarra.
Escrever uma frase pomposa sobre Les Paul que mostre a sua importância na música do século passado é fácil e difícil. Podíamos dizer que inventou/reinventou a guitarra electrica ou qualquer coisa do género. Podíamos até colocar a ênfase no facto da Les Paul ser uma guitarra usada tanto pelo Slash como pela Madonna, por James Hetfield ou Paul McCartney.
Mas o melhor é deixar a imagem desse ícone, símbolo da música do século XX e de uma famosa marca multinacional de cafés:
Escrever uma frase pomposa sobre Les Paul que mostre a sua importância na música do século passado é fácil e difícil. Podíamos dizer que inventou/reinventou a guitarra electrica ou qualquer coisa do género. Podíamos até colocar a ênfase no facto da Les Paul ser uma guitarra usada tanto pelo Slash como pela Madonna, por James Hetfield ou Paul McCartney.
Mas o melhor é deixar a imagem desse ícone, símbolo da música do século XX e de uma famosa marca multinacional de cafés:

quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Them Crooked Vultures
É assim que se chama o supergrupo cuja génese mais me entusiasmou nos últimos tempos. E estou a falar de uns tempos valentes!
Junte-se Josh Homme (Kyuss, Queens of the Stone Age) com o seu velho conhecido Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters, Probot) e... John Paul Jones, baixista dos lendários Led Zeppelin e temos um power trio à séria. Rock 'n roll!

Junte-se Josh Homme (Kyuss, Queens of the Stone Age) com o seu velho conhecido Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters, Probot) e... John Paul Jones, baixista dos lendários Led Zeppelin e temos um power trio à séria. Rock 'n roll!

terça-feira, 11 de agosto de 2009
Anime
Será que posso por aqui o meu top de Anime? E pode ser todo Miyazaki? Não? Ok...

5. Ponyo in the Cliff by the Sea

4. O Castelo Andante

3. A Viagem de Chihiro

2. Ghost In The Shell

4. O Castelo Andante

3. A Viagem de Chihiro

2. Ghost In The Shell

1. Princesa Mononoke


Independencia filmográfica
Hoje re-organizei a minha colecção de Dvds. Isso deu azo a um novo top de filmes de drogas (sobre drogados, na verdade). Com a excepção dos dois primeiros, amanhã o top já mudou, provavelmente ;).

It was the greatest feeling I ever had. Followed abruptly by the worst feeling I ever had...

I love you too, Ma...
1.Fear And Loathing In Las Vegas

There he goes. One of God's own prototypes. A high-powered mutant of some kind never even considered for mass production. Too weird to live, and too rare to die.
5. Trainspotting

I chose not to choose life: I chose something else. And the reasons? There are no reasons. Who need reasons when you've got heroin?

I chose not to choose life: I chose something else. And the reasons? There are no reasons. Who need reasons when you've got heroin?
4.Blow

It was the greatest feeling I ever had. Followed abruptly by the worst feeling I ever had...
3.Drugstore Cowboy

I was once a shameless full-time dope fiend.

I was once a shameless full-time dope fiend.
2.Requiem For A Dream

I love you too, Ma...
1.Fear And Loathing In Las Vegas

There he goes. One of God's own prototypes. A high-powered mutant of some kind never even considered for mass production. Too weird to live, and too rare to die.
Country
Música Country é muito fixe.Tenho andado a ouvir muito esse género de música e não consigo compreender o estigma que leva. Ok, se calhar dentro dos EUA a música seja associada a labregos do Sul rural, mas fora desse preconceituoso país, só pensa assim quem está toldado pela televisão.
O Country vai desde as lamentações românticas de Conway Twitty, que o faz muito bem, até ao ritmo frenético e bluesy do supremo e intemporal líder de toda a música Country: o falecido Johnny Cash.
E aí entra o meu sub-género favorito, o Outlaw Country. Cash, Willie Nelson, Hank Williams Jr e Kris Kristofersson (podem lembrar-se dele como Whistler do filme Blade) são quem eu considero os génios. Falam de mulheres, amantes, música, cavalos, tiroteios, mortes, traição e lutas sangrentas em salões de póquer.
O que eu gosto mesmo nestes tipos é que, para além de fazerem boa música, diziam o que lhes apetecia sem nunca pedirem desculpa. Lembro-me de uma vez, quando Eminem estava para ser condenado por dizer no álbum que queria matar a mulher, Bono veio em sua defesa, dizendo:
He created a character and was sing the characters feelings, just as an actor would act or a writer write. Johnny Cash once said "I shot a man in Reno, just to watch him die" and no one got alarmed when he did.
Isto porque normalmente, escaramuças com estas réstias do Velho Oeste, acabavam em tiroteios de espingarda nos ranchos isolados do Texas e arredores.
Mas hoje em dia, isso mudou. Country são baladas ridículas sobrepostas a um ritmo sintético e um homem vestido de lantejoulas a rimar love com dove e a dizer America de dez em dez segundos. Talvez venha daí o preconceito.
Em suma, fora com o Garth Brooks e venham daí os velhotes!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Nerdcore
Como nerd reivindicativo, já tardava a escrever este artigo.Na era do cyber-território, a música toma uma nova forma. Não em estrutura mas em conteúdo. O estilo chama-se Nerdcore Rap e foi assim denominado por um senhor que se dá pelo nome de Mc Frontalot.
Na verdade o género existe há mais de dez anos. Começou com o próprio Frontalot e um punhado de outros, incluindo o tão merecidamente famoso Mc Chris.
Nas palavras de Front, "os meios de distribuição cairam nas mãos do proletariado". Traduzindo, numa era em que o dominio sobre a Internet é fulcral para auto-promoção, quem melhor que os geeks, nerds, spazs, dorks, dweebs e krelboynes para dominar uma área tão competitiva.
Fazem rap sobre jogos de cartas coleccionáveis, connvenções de ficção científica, Star Trek, Magic The Gathering, Star Wars entre milhares de outros temas antes tabú.
Sintetizam tudo em casa, nos seus portáteis, gravam a voz e distribuem pelo MySpace. Ora a comunidade representada em peso no MySpace, quem é? Os Nerds. E cá está a mina de ouro.
Na verdade eles são muito bons no que fazem. São inovadores, simplistas e perfeccionistas. Claro que são alvo de polémica, principalmente porque são todos caucasianos e losers a exercerem um género musical que era quase exclusivo a indivíduos de raça negra com egos gigantes. Mas estes pobres engenheiros informáticos são mesmo muito bons. Letras inteligentes e hilariantes por cima de beats cantáveis e simplesmente elaborados, são sucesso autodidata.
Claro que como todas as correntes persistentes, tem de haver um ponto de viragem para a fama. Numa altura em que começa a ser fixe ser nerd, o saudável documentário de 2008, Nerdcore Rising, veio implementar um nome que as revistas underground podiam referir sem causar risos.
Otakus, nerds, trekkies e até mesmo normalóides, bem-vindos! Podem experimentar aqui.
"Nerdcore will rise up"
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