domingo, 26 de julho de 2009

Parabéns Senhor Kubrick

Se fosse vivo, o Mestre Stanley teria 81 anos de vida.


http://celestiasws.free.fr/2001jm/2001pict/SmokingKubrickViewfinder1.jpg
(Merece mais, mas agora não tenho tempo...voltem mais tarde!)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Descobertas Novas Obras de Mozart

Segundo li ainda agora no site do jornal A Bola (err...):

A 'International Mozarteum Foundation' anunciou a descoberta de duas novas obras da autoria de Wolfgang Amadeus Mozart.

Como soarão? Será grind? Crust? Punk? New Wave of Austrian Heavy Metal?

O anúncio foi feito através de um comunicado emitido pela instituição sediada em Salzburgo, que refere que as duas obras são composições para piano.

*desilusão*

A fundação adiou a revelação de mais pormenores para o dia 2 de Agosto, altura em que as duas criações de Mozart serão executadas em público pela primeira vez.

Agora, a sério, isto é uma curiosidade interessante e acredito que excite os fanáticos (melómanos) da música clássica e em particular os adeptos de Mozart. Eu até gosto, mas shhh... não digam a ninguém.

Ao menos não descobriram outra música de Nirvana...

Katatonia: Data e Título do Novo Álbum

Finalmente!

“They say every night has it’s dawn, we say night is the new day!”

O próximo dos Katatonia está aí a partir de 19 de Outubro, pela Peaceville Records, e chamar-se-á "Night Is The New Day". Suceder a "The Great Cold Distance" vai ser o caneco, mas eu tenho fé que há-de ser um grande álbum.

Mais, no site oficial da banda, bem como no microsite do novo álbum: www.nightisthenewday.com

Katie Melua


Katie Melua, originally uploaded by Enolough.

Katie Melua trouxe a banda (mas não toda) a Cascais e foi num hipódromo que o povo murcho, mudo, morto a recebeu. Apesar de ter escolhido um reportório que oscilava entre as músicas mais apaixonadas e calmas e as mais upbeat, bastante "dançáveis", o melhor que Katie conseguiu foi um bater de pé e umas palmas e assobios nas músicas que mais passaram no nosso espaço hertziano.

Destaque para as variações de Katie e dos músicos que ao desviarem as canções da gravação dos álbuns dão um toque de classe à exibição de outra forma monótona. Destes o que mais me marcou foi "Toy Collection", tocado e cantado com a garra que o álbum nunca teve.

Katie fica de parabéns porque trouxe um bom concerto, boa música, bons músicos, bom som, tudo do melhor. Faltou a cenografia que sabemos que acompanha alguns dos seus espectáculos mas até isso era perdoável.

O que não é perdoável é o público que lhe foi oferecido. A pobre coitada bem podia fazer strip que ninguém se manifestaria de qualquer maneira...

[mais fotos em flickr.com/enolough]

terça-feira, 14 de julho de 2009

Manuel Cruz e afins...

Ultimamente tenho presenciado muita discórdia em relação ao ex-Ornato. Eu até percebo não se gostar dele. Agora dizer que é sobrevalorizado....

Biografias à parte, eu acredito que Manuel Cruz é o segundo ou terceiro melhor letrista em Portugal. Com uma diferença para os outros: ele canta as suas letras. Claro que o termo de comparação a lugar de "melhor letrista" na minha cabeça vai para Carlos Tê (eu sei que ele canta mas percebem o que quero dizer). Mas enquanto poeta, a sua gíria e gramática interior e conflituosa é bem distante (quiçá superior) à lírica empírica e imagética de Carlos Tê.

Entretanto, o Sr. Cruz encontrou uma nova maneira, única e até hoje insubstituível de cantar rock sem nunca ter tido aulas de canto. "Isso não faz dele um herói. Muitos cantores de rock não tiveram aulas de canto", já ouvi alguém dizer. Não faz dele herói, não senhor. Quanto à segunda parte da frase, é meia verdade. Muitos cantores de Rock começaram sozinhos com a sua voz. Os que assim continuaram depois de atingir sucesso, já não são tantos. Acreditem que investiguei o mais que pude.

Mas o que interessa mesmo é que fora letras, o ex-ornato é genial pela composição que trouxe ao pop em Portugal. É isso que tento mostrar aos não-crentes. A quantidade de instrumentos (quer musicais ou outros) com que Manuel forma as obras de rock-pop megalómano é exorbitante e peculiar no mínimo. Desde a intimidade extrema até à força esmagadora que Manuel consegue transmitir (muitas vezes na mesma faixa) volátilmente, mostrando domínio sobre estrutura e dinâmica, é claramente um artista a ser destacado. Tanto que muitos outros artistas o fazem.

Este homem percebeu que a arte não precisa de ser inatingível, tampouco comercial, para ser boa. Claro que vimos uma evolução clara desde Ornatos até Foge Foge Bandido. Do rock ao experimentalismo.

Acima de tudo, têm de perceber que não existia nada em Portugal como o rock sintético/orgânico que Ornatos fazia em 1995. O rock que pedia ajuda a sintetizadores e ao quarteto clássico Os Corvos. Agora que já existem os descendentes de Ornatos, não há nada como Foge Foge Bandido.

Vejam como quiserem, este homem é um vanguardista.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Brasil Parte II - Miguel Sousa Tavares

Depois de Maria João Pires consumar o acto, agora é Miguel Sousa Tavares que quer vestir a canarinha, como se pode observar nesta entrevista.

Portugal não tem capacidade de aprender com os erros cometidos. Repetimos os mesmos erros. Umas vezes por burrice, outras por desonestidade pura e simples, oportunidade de negócio, etc. Quase desejava que nos fechassem a torneira dos dinheiros europeus, que fôssemos obrigados a viver com aquilo que produzimos, com a riqueza que produzimos, para que os portugueses aprendessem.

Ora nem mais, caro Miguel. Sem tirar nem pôr.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Maria João Pires é Brasileira

A pianista Maria João Pires vai renunciar à nacionalidade portuguesa, tornando-se aos 65 anos cidadã brasileira. A notícia é avançada pela Antena 2 da RDP, que adianta que a pianista se fartou “dos coices e pontapés que tem recebido do Governo português".

Venham de lá essas indignações. Viva a Pátria-Mãe. Ou então não.

Eu aplaudo a Maria João Pires. E pela minha parte, se pudesse, desaparecia para o Sri Lanka como o grande Arthur C. Clarke. Há muito que este país deixou de valer a pena. Quem alguma vez tentou mexer uma palha que fosse para fazer algo cá no burgo acontecer, e que não fosse bem visto aos olhos do estabelecido independentemente da sua valia objectiva, artística ou cultural, deve saber do que eu estou a falar.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

RIP: Karl Malden


Mais um....

Karl Malden foi um dos grandes actores americanos da Era Dourada. Estrelou ao lado de Brando em Há Lodo No Cais e Um Eléctrico Chamado Desejo. Trabalhou com Hitchcock, Ford, King Vidor e no fim da sua carreira, já no novo milénio, aparecia regularmente em West Wing (Os Homens do Presidente).

Morreu aos 97 em sua casa, enquanto dormia.

30 anos de música portátil

Foi a 1 de Julho de 1979 que a Sony lançou a caixa azul e prateada, o meu primeiro grande amor e o objecto que viria a revolucionar a indústria da música: o Walkman.

Claro que hoje em dia é um pouco difícil imaginar o mundo sem banda sonora mas posso tentar dar um empurrão à imaginação. Quando inquirido, o dinossauro que vive cá em casa descreve algo como:

"Eram tempos diferentes de hoje. As plataformas em que a música era gravada tinham pior qualidade mas mais alma. Quanto ao Walkman, que não foi o primeiro do género mas sim a Coca-cola dos aparelhos portáteis, trouxe coisas boas e más, como todas as Pedras de Roseta da evolução musical. A parte boa é que deixámos de andar com mochilas cheias de vinis de dois metros quadrados, com o intuito de nos reunirmos numa cave qualquer para ouvir o último àlbum do Marvin Gaye.

A parte má é que deixámos de andar com mochilas cheias de vinis de dois metros quadrados, com o intuito de nos reunirmos numa cave qualquer para ouvir o último àlbum do Marvin Gaye.
As cassetes já cá andavam há algum tempo mas agora podíamos ir jogar bowling enquanto Bob Dylan nos fazia uma serenata. Era uma banda sonora privada que definia a nossa disposição mais do que a nossa disposição a definia a ela."

Hoje temos o Ipod que consegue encaixar o equivalente a aproximadamente 160 dias de música sem parar. (São 80,000 músicas)

E pronto, achei que valia a pena relembrar um velho amigo.

Ps: não sei se é por ter uma panca por retrojunk mas o primeiro leitor Walkman (em cima) tem muito mais pinta que qualquer Ipod.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Greymachine em Agosto

Um dos mais aguardados side projects para quem gosta dessas coisas estranhas e inaudíveis que por exemplo os Isis fazem, é Greymachine, banda composta, entre outros, por Aaron Turner dos Isis e Justin Broadrick de Jesu e ex-Godflesh. "Disconnected" é a primeira proposta e sai pela Hydra Head a 4 de Agosto. A julgar pela malha disponível no MySpace, trata-se de algo altamente escabroso. Eu quero.


1. Wolf At the Door
2. Vultures Descend
3. When Attention Just Ain't Enough
4. Wasted
5. We Are All Fucking Liars
6. Just Breathing
7. Sweatshop
8. Easy Pickings